Uma Assembleia Geral
Extraordinária foi convocada pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC), visando discutir a possibilidade de expulsão do Comitê Paraolímpico Russo (RPC)
e do Comitê Paraolímpico da Bielorrússia da entidade. Ambos foram
banidos das Paralimpíadas de Inverno de Pequim 2022 após a Rússia invadir a
Ucrânia.
Oito dias após a ofensiva russa,
teve início os Jogos Paraolímpicos de Inverno, sem atletas russos e
belarusianos, que inicialmente foram informados de que poderiam competir de
forma neutra antes que o IPC fosse pressionado a fazer uma meia-volta e não mais permitir a participação desses atletas.
Nos meses que se seguiram, os
atletas russos e belarusianos permaneceram em grande parte afastados do esporte
internacional, mas os órgãos reguladores nacionais, em geral, evitaram a
suspensão. O Comitê Olímpico Internacional (COI) e a FIFA são dois órgãos globais de
alto nível que não suspenderam seus membros russos.
No entanto, o IPC pode ir ainda
mais longe na reunião marcada para de amanhã, em uma Assembleia Geral Extraordinária.
O presidente do Comitê Internacional, Andrew Parsons, disse durante os Jogos em
maio, que os Comitês Paralímpicos Nacionais (NPCs) da Rússia e da Belarus poderiam ser suspensos ou expulsos, e que haveria uma votação para tornar a
observância da Trégua Olímpica um requisito para adesão.
A agência de notícias estatal russa TASS relata que o presidente do Comitê russo, Pavel Rozhkov, teve o visto negado para entrar na Alemanha, portanto não pode estar na sede do IPC para votação e, em vez disso, participará dos procedimentos remotamente. Na véspera da votação, a Rússia lançou dezenas de mísseis na Ucrânia e que corre o risco de aumentar o conflito.
O Encontro de membros do IPC será
realizado na quinta e sexta-feira (17 e 18 de novembro) e estão programados atualizações
e plano estratégico para os próximos quatro anos. Mudanças na estrutura
do Conselho de Administração e classificação do IPC também serão discutidas.

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