A Seleção Brasileira Feminina de Rugby Sevens está nos Emirados Árabes Unidos para a disputa da primeira etapa da temporada do Circuito Mundial de Rugby Sevens. O Brasil caiu no Grupo B, ao lado de três potências do esporte: Nova Zelândia (atual medalhista de ouro dos Jogos Olímpicos), França (medalhista de prata) e Grã-Bretanha. O torneio conta com 12 times, divididos em 3 grupos de 4 equipes cada, dos quais avançam às quartas de final os 2 primeiros colocados e os 2 melhores 3ºs colocados. No Grupo A estão Austrália (atual campeã mundial), Estados Unidos, Canadá e a convidada China, enquanto no Grupo C se encaram Fiji (medalhista de bronze em Tóquio), Irlanda, Espanha e o recém promovido Japão.
Após terminar a temporada passada em 10º lugar, o Brasil busca subir mais um degrau na competição, de olho em se firmar no Top 10 do mundo e seguir crescendo dentro dele. O treinador do time brasileiro, Will Broderick, ex jogador da seleção masculina, convocou 13 atletas para o torneio, oriundas de clubes de nada menos que seis estados diferentes (5 de São Paulo, 3 do Rio de Janeiro, 2 do Piauí, 1 do Mato Grosso, 1 do Paraná e 1 do Rio Grande do Sul). A capitã desta vez será Marina “Tchoba” Fioravanti, do Band Saracens, da capital paulista e o elenco tem um núcleo de atletas experientes, com nada menos que 8 atletas olímpicas: Luiza (única com dois Jogos Olímpicos disputados), Bianca, Mari Nicolau, Leila, Rafa Zanellato (que retorna de lesão) e as irmãs gêmeas Thalia (artilheira da seleção na temporada passada) e Thalita (que retorna ao time), além Marina. No entanto, o trabalho de renovação está em curso, com Gisele sendo a debutante da vez.
“Nossa preparação é baseada em três pilares: aumentar o número de atletas capazes de jogarem no alto nível; aumentar o nível da preparação física; e mostrar um rugby diferente”, comentou Will. “Sentimos que as oponentes estão cada vez mais nos estudando e preocupadas com nossa evolução com a bola em mãos, pois conseguimos cada vez mais deixar a bola viva e levar perigo”, analisou o treinador das Yaras. Sobre o grupo, Will afirmou que “não estamos tão preocupados com as oponentes, pois queremos nos focar na nossa preparação. Nossos treinos se baseiam em situações de competição e estamos evoluindo na nossa intensidade, na nossa capacidade de lutar contra a fadiga e em manter o mesmo nível ao longo de todas as partidas. Nossa disputa de bola no chão evoluiu muito e agora queremos avançar na disputa da bola no ar”.
Yaras na primeira divisão mundial
O Brasil está entre as 11 seleções da 1ª divisão mundial, garantido em todas as 7 etapas da temporada. Cada etapa conta com 12 seleções (as 11 seleções da elite e 1 convidada) e, ao final das 7 etapas, as 4 primeiras colocadas garantirão classificação para os Jogos Olímpicos de 2024, ao passo que a última colocada será rebaixada. Quem não se classificar a Paris 2024 pelo Circuito ainda terá chance de ir aos Jogos Olímpicos por meio dos torneios pré-olímpicos regionais.
Todos os torneios contam também com competição masculina. Dubai será a segunda etapa do Circuito Masculino e terá no Grupo A Austrália (atual campeã), África do Sul, Grã-Bretanha e Quênia; no Grupo B, Fiji, Argentina, Nova Zelândia e Uruguai; no Grupo C, França, Irlanda, Espanha e a convidada Uganda; e no Grupo D Samoa, Estados Unidos, Canadá e Japão. O Brasil está garantido na segunda divisão masculina e em breve terá seu calendário.

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