Foto: Yamil Lage/AFP
Depois de seis décadas de proibição, as mulheres cubanas finalmente podem subir ao ringue e competir no boxe em Cuba. A maior ilha caribenha é uma das grandes potências do boxe masculino, com 41 medalhas de ouro olímpico e agora vai fazer parte também da categoria feminina.
"Hoje tornamos pública a autorização do boxe feminino no nosso país, uma etapa importante no desenvolvimento", disse Ariel Sainz, vice-presidente do instituto cubano de esportes.
O boxe foi o último esporte a quebrar a barreira do preconceito de gênero do país, já que a Cuba tem representação feminina em todos outros esportes, incluindo categorias como levantamento de peso, luta livre e judô.
Famosos relacionados aos esportes e celebridades fizeram parte do movimento para liberar o boxe feminino em Cuba, como por exemplo Alcides Sagarra, o fundador da escola cubana de boxe.
"Nossas mulheres também deveriam ir aos Jogos de Tóquio. O boxe feminino é praticado em todo o mundo, não sei por que ainda não é oficial em Cuba", disse Sagarra, durante a campanha de liberação.
O Instituto Nacional de Esportes de Cuba (INDER), anunciou que vão realizar uma competição de 42 boxeadoras ainda esse mês para escolher 12 atletas para uma equipe feminina.
A seleção vai disputar os Jogos da América Central e do Caribe em El Salvador, sendo sua estreia internacional. A competição será um primeiro passo rumo aos Jogos Olímpicos de Paris 2024.

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