Em comunicado feito pelo Conselho Executivo do Comitê
Olímpico Internacional (COI), direcionado ao Comitê Olímpico e Paralímpico dos
Estados Unidos (USOPC), diz que serão aceitos "qualquer solicitação de
credenciamento (...) para Vincent Matthews para quaisquer futuros Jogos
Olímpicos".
A decisão remonta a cinquenta anos atrás, quando Matthews e
o falecido Wayne Collett foram banidos das Olimpíadas por protestarem no pódio
em Munique 1972, após a final masculina de 400 metros, na qual Matthews ganhou
o ouro e Collett a prata.
A motivação para a definição, quanto à interrupção da proibição vitalícia, foi causada por um apelo ao presidente do COI, Thomas Bach, do secretário-geral da Associação Caribenha de Comitês Olímpicos Nacionais, Brian Lewis: "Reconheço e aprecio que o presidente Bach e o Conselho Executivo reconheceram e consideraram o assunto. A decisão é um passo positivo", ressaltou Lewis.
Em 1972, Matthews foi banido pelo que o Comitê Executivo do
COI chamou de "uma vergonha para o Movimento Olímpico". O New
York Times descreveu como a dupla se comportou durante a execução do hino
nacional dos Estados Unidos, durante a cerimônia de medalha em Munique.
"Os dois conversaram brevemente enquanto a música
tocava. Matthews mexeu em seu cavanhaque e ficou com as mãos nos quadris, então
girou sua medalha de ouro em torno de seus dedos descendo da plataforma para o
primeiro coro de vaias", afirmou Neil Amdur em seu relatório.
O Comitê Olímpico e Paraolímpico dos Estados Unidos já foi informado
oficialmente da decisão do COI. Matthews, que completa 75 anos no final desta
semana, não está disposto a discutir os acontecimentos em Munique nos últimos
anos, já Collett morreu de câncer em 2010.

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