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| Reprodução |
Nesta sexta-feira (2), tivemos a última etapa do Challenger Series de Surfe, em Haleiwa, Havaí, nos Estados Unidos. O evento confirmou todos os surfistas classficados para a temporada 2023 do WCT (World Championship Tour), e que será classificatório para os Jogos Olímpicos de Paris.
Pelo lado masculino, mais dois surfistas brasileiros retornam para a elite, e ingressam a "Brazilian Storm", para o próximo ano, Michael Rodrigues e João Chianca. Além deles ainda tivemos a volta dos australianos Ryan Callinan e Liam O'Brien, do havaiano, Ezekiel Lau, e do italiano, Leonardo Fioravanti. Ian Gentil (Havaí), Rio Waida (Indonésia), Maxime Huscenot (França) e Ramzi Boukhiam (Marrocos) serão os estreantes da próxima temporada. Inclusive, será a primeira vez que Marrocos e Indonésia contarão com representantes entre a elite do surfe.
Já na competição feminina, as australianas Molly Picklum e Macy Callaghan, e a havaiana Bettylou Sakura Johnson retornam ao circuito. Além das estreantes Caitlin Simmers, dos Estados Unidos, e Sophie Mcculloch, também da Austrália.
Welcome to the 2023 Championship Tour! 🏆 pic.twitter.com/TvKxALlQtl
— World Surf League (@wsl) December 3, 2022
Por incrivel que pareça, o circuito mundial da WSL de 2023, será o caminho mais fácil para que a maioria dos países garantam os seus representantes nos Jogos Olímpicos. Na disputa entre os homens, dez atletas irão se classificar de forma direta, desde que estejam dentro do top 34. Pelas mulheres, serão oito surfistas, dentro do top 18. Há ainda a limitação de dois atletas por país.
Com isso em mente, é possível traçar um panorama das disputas que acontecerão durante o próximo ano. No circuito masculino, a probabilidade é de termos Brasil, Austrália e Estados Unidos/Havaí, carimbando as suas duas vagas com bastante tranquilidade. Caso isso se concretize, serão quatro vagas em disputa para sete surfistas, de seis países diferentes; Leonardo Fioravanti (Itália), Rio Waida (Indonésia), Maxime Huscenot (França), Ramzi Boukhiam (Marrocos), Kanoa Igarashi (Japão), Jordy Smith (África do Sul) e Matthew McGillivray (África do Sul). Ainda há a possibilidade de um convite para Carlos Munõz (Costa Rica), que não pôde disputar esta temporada por causa de uma lesão.
O Brasil contará com dez surfistas na elite, e a expectativa é de que o trio formado por Filipe Toledo, Ítalo Ferreira e Gabriel Medina disputem as duas vagas brasileiras. Porém, alguns outros atletas como os irmãos Pupo e Yago Dora, também possam surpreender e entrar na briga por essas vagas.
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| Reprodução/atribunarj |
Tal como o masculino, na competição feminina, Estados Unidos e Austrália certamente irão agarrar quatro das oito vagas. Com isso, outras quatro vagas sobram, mas com apenas três surfistas na disputa, Brisa Hennessy, da Costa Rica, Johanne Defay, da França, e a brasileira. Dessa forma, a vaga restante, provavelmente será realocada para o ISA Games de 2024.
Ainda há a possibilidade de surfistas wildcards surpreenderem e conquistarem uma alta pontuação e se candidatarem pelas vagas, ou até mesmo substitutas, que apareçam no circuito em caso de contusão de alguma dessas atletas. Nesse caso, algumas alterações poderiam ocorrer. Ainda assim, Tati não terá que se preocupar em carimbar o seu passaporte para o Taiti, local de competição do surfe nas Olimpiádas. Para ela, basta entrar no mar, e pontuar o suficiente para fechar dentro do top 18 ao fim do corte de meio de ano.


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