Em meio a preocupações com o clima, o Comitê Olímpico Internacional
(COI) está considerando realizar um rodízio entre cidades-sede para
os Jogos de Inverno, enquanto as autoridades continuam a examinar os
efeitos da mudança climática nas próximas décadas.
A questão do clima tem levado o COI a postergar a decisão
sobre qual cidade sediará os Jogos de Inverno de 2030, pois as autoridades
continuam discutindo o impacto das mudanças climáticas, apontando para um
relatório que indica uma possível redução no número de cidades-sede
elegíveis.
Em reunião realizada no início desta semana, representante
do Comitê Olímpico apresentaram uma série de propostas para garantir a
confiabilidade do clima nas cidades que possuem os recursos necessários para
sediar as Olimpíadas. A decisão de 2030 ficará entre Salt Lake City, no Estados
Unidos, e Sapporo, no Japão.
Uma dessas propostas foi implementar um rodízio de
cidades-sede, o que garantiria o mesmo conjunto de cidades que sediariam os
jogos a cada 20 a 30 anos, em vez de exigir que os países continuassem a concorrer
novamente para ter a chance de sediar.
Outra ideia seria implementar requisitos para as
cidades-sede olímpicas objetivando manter as temperaturas mínimas médias abaixo
de 0 graus por um período de 10 anos. Há ainda a possibilidade de se
considerar a realização dos Jogos Olímpicos de 2030 e 2034 em uma mesma cidade,
como forma de criar uma sensação de estabilidade.
"A abordagem nova e flexível para eleger os anfitriões
olímpicos foi projetada para que o COI pudesse responder de forma rápida e
eficaz às circunstâncias globais em constante mudança, para o benefício dos
atletas, de todos os participantes dos Jogos Olímpicos e de todo o movimento
esportivo", disse Octavian Morariu, membro do COI.
O COI ainda não tomou uma decisão final sobre como procederá
com os futuros jogos olímpicos de inverno e não está claro quando fará um
anúncio. Duas cidades na Itália, Milão e Cortina d'Ampezzo, estão definidas
para sediar os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026.

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