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World Athletics ressalta condições para que atletas de Rússia e de Belarus voltem a competir

Reprodução: www.bbc.com – Foto: AFP

 

Sebastian Coe, presidente da World Athletics (WA), sublinhou seu desejo de permitir que atletas da Rússia e de Belarus retornem às competições internacionais, no entanto ressaltou que neste momento o retorno deve ocorrer apenas em circunstâncias em que sejam "palatáveis e justas".


Ao ser solicitado, pelo insidethegames, para que comentasse a decisão unânime da Cúpula Olímpica de "explorar" uma oferta do Conselho Olímpico da Ásia para permitir que atletas russos e de Belarus participem de suas competições, Sebastian Coe respondeu:


"A discussão que ocorreu foi bastante previsível. As sanções contra a Rússia e a Belarus permanecem e de certa forma é um cenário complicado, mas na World Athletics já passamos por complicações em muitos aspectos. Eu sempre vou buscar, se for uma rota navegável, uma maneira de os atletas competirem”.


Coe ressaltou que a sua filosofia em torno da criação da noção de Atletas Neutros Autorizados, para separar os atletas limpos do sistema contaminado, que foi francamente desprezado na época, agora está sendo considerada uma abordagem sensata. Mas, dito isso, essa rota navegável só pode ser alcançada se for palatável e justa.


"Em última análise, tem que ser para os órgãos reguladores internacionais fazerem um julgamento sobre quais atletas devem ser elegíveis para a competição. Fiquei satisfeito que o Comitê Olímpico Internacional (COI) reforçou isso, eles marcaram dois pontos: em primeiro lugar, as sanções continuaram e em segundo lugar, caberá às Federações Internacionais - porque tudo vem delas - fazer um julgamento”. completou


O presidente da World Athletics ainda destacou que o assunto torna-se mais complicado em uma Olimpíada, já que ali você tem Comitês Olímpicos Nacionais, um degrau acima das Federações Internacionais: “os Jogos Olímpicos são o show do COI, então eles podem decidir francamente como abordar isso”.


A Cúpula Olímpica foi presidida pelo presidente do COI, Thomas Bach, que nas últimas semanas se entusiasmou com o tema de manter a política fora do esporte. Sobre a exclusão de atletas de grandes eventos apenas por causa de sua nacionalidade, o dirigente insistiu que a comunidade esportiva internacional deve "explorar maneiras de superar esse dilema".


Enquanto isso, a proibição da World Athletics para atletas da Rússia e de Belarus permanece em vigor, assim como a proibição da Agência Antidoping da Rússia (RUSADA), aplicada em novembro de 2015 em resposta à crise de doping na Rússia.


Na reunião do Conselho Mundial de Atletismo do mês passado, Rune Andersen, presidente da Força-Tarefa que trabalha para o restabelecimento da RUSADA, disse que havia "uma nova cultura de boa governança e tolerância zero para doping em toda a organização". Ele acrescentou que "a Força-Tarefa espera estar em posição até março de 2023 para fazer uma recomendação final ao Conselho sobre o restabelecimento do RusAF".


Questionado sobre sua opinião sobre a situação da RUSADA, Coe disse: "A força-tarefa russa apresentará um relatório ao Conselho em março. Não vou comentar nada até termos esse relatório pois não sei o que eles vão relatar. Rune relatou ao nosso Conselho que viu uma luz no fim do túnel, mas caberá à Força-Tarefa decidir se os critérios de reintegração foram cumpridos."


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