Últimas Notícias

Rússia, Índia e Quênia encabeçam lista recente de sanções pela World Athletics

Foto: Shuji Kajiyama / AP

 

A última lista geral de infratores emitida pela Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) aponta que os atletas russos de atletismo, banidos pela World Athletics em novembro de 2015 após as revelações de um regime de doping doméstico combinado, representam quase um quarto dos nomes que aparecem na mais recente lista de sanções. Índia e Quênia vêm na sequência.


Apenas cinco nações respondem por mais da metade do total da Lista Global de Pessoas Inelegíveis da AIU, atualizada em 31 de dezembro de 2022. Dos 473 atletas ou pessoal de apoio ao atleta com sanções, um total de 92 representam a Rússia, sendo seguida pela Índia, com 65 sanções registradas, Quênia, com 54, Marrocos, com 24, e China, com 20.


A maioria dos casos listados está relacionado a infrações nos últimos cinco anos, mas há confirmações de banimentos vitalícios para violações que datam de mais de uma década. Muitos dos casos russos referem-se a infrações anteriores à proibição de novembro de 2015, e há ainda inúmeras infrações detectadas nos últimos três anos, incluindo as punições referentes a invasão russa da Ucrânia.


Na reunião do Conselho Mundial de Atletismo de novembro passado, Rune Andersen, presidente da Força-Tarefa que trabalha para o restabelecimento da RUSADA às competições, disse que havia "uma nova cultura de boa governança e tolerância zero para doping em toda a organização". Ele acrescentou que "espera até março de 2023 fazer uma recomendação final ao Conselho" sobre o tema, embora isso esteja sujeito a várias condições que ele explicou.


O Quênia, conhecido por seus corredores de fundo e meio-fundo, está listado desde 2016 na categoria A, dos países sob vigilância do Atletismo Mundial e da Agência Mundial Antidoping (WADA), ao lado de Belarus, Etiópia, Marrocos e Ucrânia. O atletismo do Quênia escapou de uma longa proibição geral das competições mundiais de atletismo ao interromper sua recente onda de doping positivo, graças à ação imediata e eficaz de seu governo.


Relatos da mídia queniana sugeriram que atletas do país enfrentaram uma suspensão de dois ou mais anos após o aumento do número de casos de doping no ano passado, mas o presidente da World Athletics, Sebastian Coe, disse que ainda seria "uma longa jornada" para Quênia reconquistar a total  confiança da entidade.


Não houve confirmação da World Athletics sobre se uma longa proibição foi discutida, como uma possível alavanca para a ação, mas Coe comentou que: "Após conversas recentes com o Ministro de Esportes do Quênia sobre a situação de doping no Quênia, fizemos alguns progressos."


As autoridades quenianas prometeram gastar cerca de € 24 milhões de euros, em cinco anos, para financiar a luta contra o doping, recrutando agentes adicionais, aumentando o número de testes e fortalecendo os programas de educação e conscientização para esportistas. "O Quênia não poupará esforços na luta contra o doping", anunciou o presidente do país, William Ruto, no Twitter.


Sete outras nações estão com dois dígitos na lista global de sanções. A Turquia tem 18 sanções registradas, a Itália tem 15, a África do Sul 14, a Ucrânia 13, a Belarus 12, os Estados Unidos 11 e o Brasil 10. Duas outras nações cujos registros de doping estiveram sob foco nos últimos anos, Etiópia e Jamaica, fornecem oito e dois casos, respectivamente. Ainda com números altos, o Cazaquistão tem nove casos, a Romênia tem oito, o Iraque e a Nigéria têm sete, e o Irã e a França têm seis.


0 Comentários

Digite e pressione Enter para pesquisar

Fechar