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Carissa Moore e Jack Robinson são os campeões do Billabong Pro Pipeline. Brasileiros param nas semis

Carissa Morre, que veste uma lycra azul, é levantada por dois homens na comemoração de sua vitória. Sua prancha também é levantada.
Carissa Moore comemora a vitória em Pipeline. Foto: Tony Heff/World Surf League. 

Carissa Moore e Jack Robinson são os campeões do Billabong Pro Pipeline, primeira do Circuito Mundial de Surfe em 2023. Jack (AUS) venceu a final masculina disputada contra Leo Fioravanti em uma bateria com ondas fracas, enquanto Carissa (HAV) derrotou Tyler Wright (AUS), de virada nos últimos minutos, vencendo pela primeira vez em Pipeline. 

Apesar de algumas ondas excelentes ao longo da competição, Pipeline não proporcionou seus tradicionais tubos gigantescos e as finais acabaram prejudicadas neste quesito. 

Os brasileiros melhores colocados foram Caio Ibelli e João Chianca, que terminaram na terceira posição ao chegarem nas semifinais. Caio foi eliminado por Leo Fioravanti, enquanto Chumbinho caiu para Jack Robinson. Com esta colocação, João Chianca fez o melhor resultado de sua carreira no tour. 

Filipe Toledo, atual campeão mundial, terminou em 5º. Gabriel Medina, Yago Dora e Miguel Pupo levaram a 9ª colocação, enquanto Italo Ferreira, Samuel Pupo e Michael Rodrigues ficaram em 17º. Jadson André, que se lesionou antes do início do campeonato, terminou em 33º. No feminino, Tatiana Weston-Webb garantiu 4.745 pontos ao terminar na 5ª colocação, perdendo para a finalista Tyler Wright. 

As finais

Feminina

Na bateria entre Tyler Wright (AUS) e Carissa Moore (HAV) eram sete mundiais na água. No entanto, apesar da experência, as campeãs mundiais demoraram para pegar boas ondas. A bateria só comeou a ficar movimentada nos últimos 15 minutos, com Tyler Wright mais consistente e liderando. No entanto, Carissa pegou a melhor onda da disputa, marcando um 7.17 e, faltando menos de dois minutos, conseguiu virar com um 3.83.  Com a vitória, a havaina também conquistou o primeiro lugar do ranking e usará a lycra amarela na próxima etapa. 

Desde 2021, quando as mulheres começaram a competir em Pipeline, Carissa esteve presente em todas as finais. Naquele ano, ficou em segundo, perdendo justamente para Tyler. Ano passado, foi derrotada pela convidada Moana Jones Wong. Hoje, tornou-se campeã na ilha em que cresceu.  

Masculina

Assim como no feminino, a final masculina começou lenta, com poucas ondas surfadas e notas baixas. Leo Fioravanti só surfou sua segunda onda quando o relógio marcava 18 minutos para o fim da bateria. As condições do mar não eram as excelentes para Pipeline, obrigando os surfistas a esperarem por uma boa ondulação ou optarem por manobras. 

Jack Robinson, com uma nota 6 e outra 3.17, superou o italiano, que precisava de 5.18 para virar. Apesar da derrota, Leo tornou-se o primeiro surfista da Itália a chegar em uma final do Circuito Mundial. Já Jack se apresenta como um dos australianos favoritos a chegar no WSL Finals no final da temporada e buscar um título mundial. 

Jack Robinson surfando um tubo com a lycra vermelha
Jack Robinson pegando um tubo em Pipeline. Foto: Brent Bielmann/World Surf League.

Próxima etapa

Ainda no Havaí, dessa vez na ilha de Oahu, a Hurley Pro Sunset Beach será realizada entre os dias 12 e 23 de fevereiro. A segunda etapa do tour terá transmissão do Sportv e Globoplay, além da WSL em seu site e aplicativo. 

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