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Em entrevista para site alemão, atletas dissidentes de Belarus dizem se sentir abandonados pelo COI

Krstina Tsimanouskaya é uma das principais vozes contra o regime (Foto: Aleksandra Szmigel/ Reuters)

Em entrevista ao veículo alemão Deutsche Welle, a arqueira Karina Kazlouskaya e a velocista Kystina Tsimanouskaya revelaram que se sentem abandonadas pelo COI (Comitê Olímpico Internacional). Ambas as atletas fazem oposição a ditadura de Lukashenko e agora, estão sem poder competir, em razão do banimento de atletas bielorrussos em razão do apoio do país a invasão russa na Ucrânia.

"Eles nos deixaram sozinhos, as pessoas que sofrem com o regime. Eles não fazem nada", disse Kazlouskava. 

Por sua vez, Tsimanouskaya, que conseguiu a nacionalidade polonesa, conta que atualmente, os atletas e técnicos que representam o país, são os que mantem lealdade ao regime vigente no país.

"Apenas pessoas leais ao regime estão na equipe atualmente, pessoas aprovadas pela KGB (Serviço secreto do país). Isso viola os princípios do Olimpismo e os direitos de atletas como eu. É como se não tivéssemos nenhum direito''.

A velocista desertou durante os Jogos de Tóquio-2020 e teve que fugir para a Polônia para não ser presa. Ela afirma que não recebeu apoio do COI e chama a entidade de hipócrita, que fala em direitos humanos para atletas russos e bielorrussos para a participação em Paris-2024, mas não se importa com os atletas de Belarus que sofrem com a opressão do regime de Lukashenko.

"Eu queria que o COI ouvisse as nossas vozes, as dos atletas que encararam a opressão. Para que eles ouçam nossas vozes e exerçam nossos direitos de alguma forma", disse Tsimanouskaya.

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