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Ex-presidente de agência de publicidade japonesa admite suborno a membro do conselho executivo de Tòquio-2020

Arcos olímpicos grandes na colocados em cima de uma embarcação na Marina de Tóquio. Atrás há algumas árvores e prédios
Arcos Olímpicos na Marina de Tóquio (Foto: Kim Kyung-Hoon/AP)


O chefe da ADK Holdings, empresa de publicidade japonesa, Shinichi Ueno, admitiu em julgamento ter pagado suborno de 14 milhões de ienes (104 mil dólares) a Haruyuki Takahashi, membro do Conselho Executivo dos Jogos Olímpicos Tóquio-2020.

Takahashi tinha influência nas decisões de marketing e publicidade do Conselho e já foi indiciado quatro vezes por aceitar suborno. Ele era executivo da Dentsu, agência que tinha acordo com a organização dos Jogos para encontrar patrocinadores. A ADK, empresa de Ueno, foi selecionada pela Dentsu como agência de marketing da empresa japonesa Park 24 Co., que posteriormente assinou contrato de patrocínio. 

Segundo o depoimento, o dinheiro do suborno foi enviado entre novembro de 2019 e janeiro de 2022 para uma empresa de consultoria chefiada pelo membro do conselho dos Jogos. De acordo com os promotores do caso, Ueno procurou Takahashi pois não estava conseguindo fechar contratos.

Essa não é primeira acusação de suborno envolvendo os Jogos de Tóquio-2020. Outras envolvendo a marca de roupas Aoki Holdings e a criadora de mascotes Sun Arrow também vieram à tona, com prisões sendo feitas pelas autoridades japonesas.

Esses escândalos acabaram diminuindo as chances de Sapporo receber os Jogos de Inverno de 2030, pois fez o apoio local diminuir e o COI (Comitê Olímpico Internacional) a ter mais cautela para escolher uma candidatura no Japão.

O processo de julgamento dos casos, com o veredito, está marcado para se encerrar em 21 de abril.

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