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Com presença de campeã mundial, seleção Brasileira de bocha encerra período de treinos no CT Paralímpico

Andreza Vitória celebra primeiro título mundial na bocha
Foto: Dantas Junior/ANDE


Doze atletas da Seleção Brasileira de bocha estiveram reunidos até a última terça-feira, 28, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. Iniciada no último dia 23, esta foi a primeira etapa de treinamento da Seleção neste ano.

Entre os atletas convocados para o período das atividades, estava a pernambucana Andreza Vitória, de 22 anos, que tem feito os primeiros treinos no CT Paralímpico após a conquista do título da Copa do Mundo disputada no Rio de Janeiro em dezembro do ano passado pela classe BC1 (que podem jogar com as mãos ou com os pés e que contam com a opção de um auxiliar).

"Vamos intensificar os treinos para manter o alto nível do ano passado. Agora, serei o alvo principal dos adversários", afirmou a atleta.

Em 2023, os principais desafios de Andreza e da Seleção Brasileira de bocha serão os Jogos Parapan-Americanos de Santiago do Chile, em novembro, e as etapas da Copa do Mundo disputadas em Portugal, no Canadá e no Brasil.

E, para lidar com esses novos compromissos esportivos, o técnico de Andreza, Maurílio Tenório, busca aumentar a variedade de estratégias para o jogo da atleta.

Para ele, treinar no CT Paralímpico é importante porque o espaço dá acesso a uma estrutura de quadra semelhante à utilizada em campeonatos internacionais.

Andreza foi diagnosticada aos dois anos de idade com a Síndrome de Leigh, uma doença neurodegenerativa hereditária rara que afeta o sistema nervoso central. Ingressou na bocha em 2015 e, no ano seguinte, conquistou o segundo lugar nas Paralimpíadas Escolares e, em 2017, chegou a ser campeã pela classe BC2

Seleção brasileira mira Santiago 2023


Conquistar medalhas de ouro nos Jogos Parapan-Americanos será o principal objetivo da Seleção Brasileira neste ano, segundo Vitor Pereira, supervisor técnico da Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE).

A competição garante vaga nos Jogos Paralímpicos de Tóquio para equipes nacionais apenas para pares BC3 e BC4 e equipes BC1/BC2.

Já para a classificação individual para os Jogos Paralímpicos, os atletas precisam garantir boas posições ranking mundial, mantendo um bom desempenho nas disputas realizadas ao longo do ano.

A principal mudança na equipe está na renovação da classe BC4, com duas novidades. Juntaram-se à Seleção Iara Ferreira e Kleverton Luiz Favaretto. Já a atleta Josiane da Silva, que chegou ao grupo em 2022, terminou o Mundial na sétima colocação.

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