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IBA ameaça juízes de punição, caso eles participem de eventos organizados pelo COI

 

Carta da Iba de uma página, comunicando os juízes sobre a decisão da IBA. O papel é branco e o texto ocupa a página inteira
Carta entregue aos árbitros (Foto: Inside the Games)

A IBA (Associação Internacional de Boxe) enviou uma carta para juízes do seu quadro de arbitragem os ameaçando de punição, caso eles participem de eventos organizados pelo COI (Comitê Olímpico Internacional). A informação foi divulgada pelo portal Inside the Games nesta sexta (17). 

O comunicado foi assinado pelo diretor de desenvolvimento da IBA, Chris Roberts e afirma que a IBA tem conhecimento de um e-mail enviado pelo COI, perguntando aos oficiais se eles estariam interessados em estar nos torneios feitos pela entidade, valendo pontos para a corrida olímpica.

IBA e COI estão em pé de guerra em razão de problemas de governança da federação de boxe, com suspeitas de corrupção desde a época de AIBA, suspeita de manipulação de resultados na Rio-2016 e irregularidade nas eleições, que levaram a entidade olímpica pedir a IBA a realização de um novo pleito, o que nunca aconteceu.

"Considerando que os torneios internacionais anunciados pela Unidade de Boxe de Paris 2024 (nome da força tarefa do COI para o boxe) não são aprovados pela IBA conforme estabelecido na regra 1.61 das regras T&C, a participação nesses torneios é proibida, a menos que aprovado de outra forma pelo Conselho de Administração da IBA".

Devido aos problemas na IBA, o COI tirou o reconhecimento da federação em 2019 e assumiu o esporte nos Jogos de Tóquio-2020 e em Paris-2024, sendo o responsável pelo sistema classificatório e pelo modalidade nas Olimpíadas. A entidade também não garante a presença do boxe nos Jogos a partir de 2028.

Entre os eventos classificatórios pelo COI, estão os Jogos Pan-Americanos de Santiago-2023. A IBA chegou a lançar um calendário próprio com os eventos classificatórios, entre eles, os Mundiais feminino e masculino, mas as federações não reconhecem. 

Por essas razões, 14 países estão boicotando o Mundial feminino, que começou hoje na Índia. 


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