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| Foto: Divulgação/CBRu |
Os dias 17 e 18 de junho serão decisivos para o rugby sevens brasileiro. O Campeonato Sul-Americano de Rugby Sevens será realizado no Estádio Charrua, em Montevidéu (Uruguai), e valerá como o Pré Olímpico do continente. Nas duas categorias, feminina e masculina, estarão em jogo 1 vaga direta nos Jogos Olímpicos e 2 vagas na Repescagem Mundial, que valerá no ano que vem a última vaga em Paris 2024.
Entre as mulheres, o Brasil tem o favoritismo, com o histórico de ter vencido todos os 20 sul-americanos que disputou, além de ter se classificado para os Jogos Olímpicos de Tóquio e ocupar o 11º lugar geral no Circuito Mundial de Rugby Sevens. O torneio feminino no Uruguai contará com 7 seleções – Brasil, Colômbia, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Peru – que jogarão no sistema de todas contra todas, com o primeiro lugar sendo definido na base dos pontos corridos. As equipes que ficarem em 2ºe em 3º lugares irão no ano que vem para a Repescagem Mundial, que valerá a última vaga em Paris.
O Brasil tem a vantagem histórica contra todas as oponentes, colecionando 20 títulos invictos em 20 edições disputadas do Sul-Americano de Rugby Sevens. A única seleção que já derrotou o Brasil foi a Colômbia, apenas uma vez, nos Jogos Pan-Americanos de 2019. Com isso, as Yaras são novamente favoritas ao torneio, com Colômbia, Argentina e Paraguai sendo as principais forças correndo por fora. O último encontro entre Brasil e Colômbia acabou em 24 a 12 para as brasileiras em março deste ano, ao passo que o último jogo com a Argentina foi no ano passado e acabou em triunfo das Yaras por 27 a 0.
Entre os homens, o torneio contará com 6 seleções – Brasil, Uruguai, Chile, Paraguai, Colômbia e Peru – por conta da classificação antecipada da Argentina, que terminou o último Circuito Mundial entre os quatro melhores do mundo, assegurando vaga direta. Todos os times se enfrentarão uma vez e os dois primeiros colocados farão a grande final, valendo a classificação a Paris. Ainda haverá disputa de 3º e de 5º lugares.
Hoje, o Brasil é a terceira força entre os participantes no masculino, uma vez que Uruguai e Chile terminaram o Circuito Mundial acima dos Tupis. Porém, o histórico dos duelos contra os dois oponentes é encorajador para os brasileiros, que venceram o Uruguai em 2020 pela última vez, mas foram derrotados por apenas 19 a 12 em 2022. Contra os chilenos, os Tupis venceram pela última vez em 2019 e, desde então, obtiveram 2 empates. Colômbia e Paraguai aparecem como as demais seleções correndo por fora pelas vagas na Repescagem Mundial, sendo que os Tupis não perdem para os paraguaios desde 2012 e para os colombianos desde 2020.
“É muito bom estar de volta construindo um legado com as Yaras. A expectativa é que sejamos capazes de nos impor em campo, colocando em prática todo o nosso trabalho. Há pressão sobre o Brasil por conta de nossa história na competição, mas estamos muito concentradas para fazermos nosso melhor. Sabemos que é um torneio no qual cada partida será uma final, mas estamos preparadas”, comentou Bianca Silva, que retorna às Yaras após ter se transferido para o rugby japonês.
“Tivemos uma preparação forte já que jogamos toda a temporada do Circuito Mundial. Necessitávamos de um descanso, tanto físico como mental, o que nos ajudou a recuperar a confiança para defendermos o título sul-americano. Porém, não se trata do que já conquistamos e sim do que podemos fazer agora”, falou a capitã das Yaras, Marina “Tchoba” Fioravanti.
Do lado masculino, o capitão Moisés Duque é outro nome que retorna ao time e será treinado por seu irmão Lucas Duque, com quem fez grande dupla com a camisa da seleção. “Jogar com meu irmão sempre foi perfeito porque nós já sabíamos o que o outro estava pensando só de nos olharmos e o jogo sempre fluía. Ele conhece muito do jogo e sabe bem o que passar para os jogadores e como se relacionar com o grupo. Estou empolgado”. Sobre as chances de classificação, Moisés falou que “sabemos da força do Uruguai e do Chile e os conhecemos bem. Já vencemos eles antes e vamos fazer nosso melhor. O importante é irmos construindo essa equipe que ainda pode dar muito pelo Brasil”.
Para além da classificação olímpica, os dois torneios ainda valerão 2 vagas no World Rugby Sevens Challenger 2024, o Circuito da 2a divisão mundial, tanto no masculino como no feminino. No entanto, entre as mulheres, o Brasil não compete por classificação ao Challenger por já ser uma seleção da 1ª divisão mundial.
Quem já está no rugby sevens dos Jogos Olímpicos?
Tanto o torneio feminino como o masculino de Paris 2024 terão 12 seleções. Além da França (país sede), os 4 melhores do Circuito Mundial de Rugby Sevens 2022-23 se classificaram. No masculino, conseguiram as vagas pela World Series: Nova Zelândia, Argentina, Fiji e Austrália, ao passo que no feminino se garantiram Nova Zelândia, Austrália, Estados Unidos e Irlanda. Cada um dos 6 continentes ainda realizarão seus torneios Pré Olímpicos com 1 vaga para cada, totalizando 11 classificados. A última vaga será decidida pela Repescagem Mundial, a ser realizada em 2024.

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