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Gabriel Araújo bate seu 8º recorde mundial durante o Brasileiro de natação paralímpica

Gabriel Araújo em prova do Brasileiro de natação paralímpico
Foto: Alessandra Cabral/CPB


O nadador mineiro Gabriel Araújo bateu o recorde mundial dos 50m borboleta, classe S2 (comprometimento físico-motor), na manhã desta quinta-feira, 22, no primeiro dia do Campeonato Brasileiro de natação paralímpica, competição que reúne 261 atletas até sábado, 24, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. Ele completou a distância em 52s96 e superou os seus 53s80, registrados no World Series de Sheffield, Inglaterra, no último mês de março.

A competição nacional atende a todos os critérios estabelecidos pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla inglês), mas o recorde do mineiro ainda necessita ser homologado pela World Para Swimming (WPA), entidade que rege a natação paralímpica mundial.

Este foi o oitavo recorde mundial quebrado por Gabriel na piscina do CT Paralímpico. No total, desde 2016, ano de inauguração do espaço, foram 13 melhores marcas mundiais estabelecidas em provas de natação no Centro de Treinamento Paralímpico. Ou seja, o mineiro é detentor de mais da metade dos recordes da modalidade registrados no local.

Gabriel é um dos 29 brasileiros convocados para o Mundial de natação paralímpica, que será realizado em Manchester, Inglaterra, de 31 de julho a 6 de agosto deste ano. Em junho de 2022, na Ilha da Madeira, Portugal, última edição do torneio, o atleta conquistou três medalhas de ouro: nos 50m e 100m costas e 200m livre. Os 50m borboleta, prova na qual quebrou o recorde mundial nesta quinta-feira, não está nos programas do Mundial e dos Jogos Paralímpicos.

"Estou muito feliz com o recorde. Treino bastante forte para melhorar cada vez mais. Eu me sinto honrado e emocionado por conseguir tantas marcas no CT. Isso mostra que estou no caminho certo. E, apesar de não fazer parte do Mundial, o tempo que fiz nos 50m borboleta mostra que estou bem preparado para a competição em Manchester", disse o mineiro, 21, campeão paralímpico nos 50m costas e 200m livre nos Jogos de Tóquio 2020. Ele tem focomelia, doença congênita que impede a formação normal de braços e pernas.

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