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Judoca fluminense treina com a Seleção paralímpica no CT e busca convocação após se recuperar de lesão

Maria Núbia (à direita) realiza treino da Seleção Brasileira de judô no CT Paralímpico
Foto: Renan Cacioli/CBDV


A atleta fluminense Maria Núbia Lins, 32, participa da quarta semana de treinamento da Seleção Brasileira de judô, realizada no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, desde a última segunda, 12, até o próximo sábado, 19.

Neste quarto encontro do ano realizado no CT , 17 atletas foram convocados para testes físicos e treinamentos visando aprimorar a preparação para os compromissos internacionais do segundo semestre de 2023. Entre os participantes estão os medalhistas paralímpicos Willians Araújo e Meg Emerich, prata nos Jogos do Rio em 2016 e bronze nos Jogos de Tóquio 2020, respectivamente.

Maria, que já representou o Brasil em Jogos Parapan-Americanos e Jogos Mundiais da Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA, do inglês), voltou a ser chamada para os treinamentos em fevereiro deste ano. O retorno veio após seis meses de afastamento dos tatames, em decorrência de um rompimento dos ligamentos cruzados do joelho direito, no ano passado, durante um treinamento.

Ela conta ter realizado uma preparação física e mental intensas durante a recuperação, tendo como objetivo participar do Grand Prix de São Paulo, principal competição nacional da modalidade, disputado em setembro do ano passado, pouco mais de seis meses após a lesão. “Foi um momento muito tenso para mim. Nunca tinha feito uma cirurgia, tomado ponto. Mas eu tinha colocado na minha cabeça a meta de, ainda naquele ano, estar muito preparada e na minha melhor forma. Tive ajuda do meu preparador físico e marido, Márcio Fraga, e de toda a equipe multidisciplinar do meu clube, o Instituto Reação.”

A meta foi alcançada e a fluminense, que luta pela classe J2 (atletas com baixa visão), até 57kg, venceu o torneio em setembro e repetiu o feito na edição do campeonato de 2023.

Agora, segundo a judoca, o objetivo é manter o bom desempenho para conseguir a primeira convocação para um campeonato internacional desde a lesão no joelho (a participação nas semanas de treinamento não garante a presença do judoca nas convocações para campeonatos internacionais). “Minha meta desde que comecei no judô sempre foi ir para os Jogos Paralímpicos e trazer uma sonhada medalha de ouro. Sempre penso muito, visualizo meus objetivos e onde quero chegar. Acredito estar na minha melhor forma agora. Preciso seguir dando meu melhor para ter oportunidades de alcançar meus objetivos”, disse Maria Núbia, que tem baixa visão em decorrência de toxoplasmose congênita.

Maria começou a praticar esportes no Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro e, antes do judô, foi atleta profissional da natação. Ela chegou à modalidade atual aos 20 anos.

Antes da lesão, Maria vinha representando o Brasil desde 2018. Foi campeã pan-americana em Toronto, em 2019, e foi medalha de bronze nos Estados Unidos, nos Jogos Mundiais da IBSA do mesmo ano, disputados em Fort Wayne.

A Seleção Brasileira participou em 2023 de duas etapas do Grand Prix da IBSA, em Almada (Portugal) e Alexandria (Egito).

No segundo semestre, os judocas participarão das etapas do Grand Prix no Azerbaijão, em setembro, e no Japão, em dezembro; dos Jogos Mundiais da IBSA, na Inglaterra, em agosto; e dos Jogos Parapan-Americanos, no Chile, em novembro. Todos esses eventos são classificatórios para os Jogos Paralímpicos de Paris 2024.

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