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Atletas russos e belarussos são impedidos de jogar torneio na República Tcheca

 

Aeroporto em que aconteceu o caso. Foto: Reprodução

O WTA 250 de Praga, na República Tcheca, não terá parte de suas atletas confirmadas devido ao impedimento de entrada de tenistas russas e belarussas no país. O caso começou após uma jogadora não identificada com passaporte russo ser proibida de entrar na nação europeia e causar uma reação em cadeia.

Esperando muitas atletas desses países, o torneio teve que agir rápido e recomendar as demais viajantes para não irem a Praga. Mesmo competindo com bandeira neutra em eventos WTA, o governo tcheco acionou uma resolução que proíbe esportistas da Rússia e Bielorrússia de fazerem parte de eventos no país.

O diretor do torneio Miroslav Maly afirmou que a atleta saiu do país após o ocorrido e que o torneio respeita as decisões da autoridades e que não espera participações de tenistas russas e bielorrussas.

As ações contra atletas desses países são motivadas por sanções impostas pela participação na Guerra da Ucrânia, em que a Rússia invadiu o país vizinho em 2022, com apoio da Bielorrússia.

Confira o comunicado da WTA sobre o assunto:

"Declaração da WTA referente a atletas com entrada negada na República Tcheca:

A WTA condena enfaticamente a guerra na Ucrânia e as ações condenáveis ​​do governo russo. A WTA também continua a apoiar os atletas ucranianos do Tour – assim como todos os atletas da WTA – que enfrentam imensos desafios como atletas profissionais, enquanto muitos de seus entes queridos e seu país enfrentam ataques da Rússia.

Jogadores individuais do WTA cuja nacionalidade é russa/bielorrussa continuam a competir no Tour de forma neutra. Apesar de sua neutralidade, algumas autoridades do governo tcheco negaram a alguns jogadores do WTA a possibilidade de competir no evento WTA 250, programado para ser realizado em Praga na próxima semana.

As regras do WTA afirmam que todos os jogadores devem poder competir no WTA com base apenas no mérito, sem discriminação. Continuaremos a analisar a situação à medida que consideramos importantes questões geopolíticas complexas."

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