O
governo sueco parece mesmo preparado para apoiar outra tentativa de ganhar os
direitos de sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Inverno de 2030. Tomas
Johansson, consultor sênior do Ministério da Saúde e Assuntos Sociais da
Suécia, disse que o governo deu sinal positivo aos órgãos esportivos para
avaliar a possibilidade de trazer os Jogos para o país.
Johansson
foi o único delegado sueco em Baku, no Azerbaijão, esta semana, para a sétima
edição da Conferência Internacional de Ministros e Altos Funcionários Responsáveis
pela Educação Física e Desporto, onde falou da possibilidade ao portal insidethegames.
A
Suécia entrou no quadro para potencialmente se tornar o anfitrião dos Jogos
Olímpicos e Paraolímpicos de Inverno de 2030, depois que os favoritos Japão e
Canadá quase desistiram da disputa, enquanto os Estados Unidos expressaram sua
escolha preferida para sediar 2034.
As
negociações entre o Comitê Olímpico Sueco (SOK) e o Comitê Olímpico
Internacional (COI) foram intensificadas após o resultado favorável de um
estudo de viabilidade. O SOK revelou há duas semanas que avançaria para a
segunda etapa do processo de licitação, que envolve "diálogo
contínuo" com o COI.
"Houve
um estudo preliminar conduzido pelo Comitê Olímpico Sueco, o Comitê
Paraolímpico Sueco e a Confederação Esportiva Sueca. Eles disseram que estão
interessados e analisaram de uma perspectiva geral as possibilidades de sediar ou
não. Concluíram que continuarão uma investigação muito profunda sobre isso e estamos
esperando. Em termos gerais, o governo sueco sempre foi positivo em sediar
grandes eventos esportivos no país."
A
Suécia ainda não sediou o evento e passou por oito tentativas fracassadas,
incluindo seis derrotas consecutivas nos Jogos de 1984 a 2002. Sua última
decepção ocorreu em 2019, pois perdeu a edição de 2026, que foi para Milão e
Cortina d'Ampezzo.
Desta
vez, o SOK traçou planos para realizar, segundo o Comitê, os Jogos mais
sustentáveis da história, estabelecendo um novo padrão para o futuro em
termos de ecologia, aspectos sociais e econômicos.
"É
uma oportunidade, como foi nas vezes anteriores, quando nos inscrevemos. Tentamos
sempre encontrar um projeto que seja sustentável em todos os aspectos e presumo
que será o mesmo aqui. Para ter grandes eventos esportivos, há muitos aspectos
positivos, um deles é que incentiva principalmente os mais jovens a começar a
praticar esportes, então esse é um aspecto muito importante", disse
Johansson.
A
Suécia já obteve o apoio público inicial, com uma pesquisa revelando que sete
em cada 10 suecos acham que o país deve solicitar os direitos de hospedagem
estritamente com base no fato de que isso pode ser feito de maneira sustentável,
democrática e econômica.
O
estudo propôs que os esportes fossem categorizados e todos localizados em
determinados pólos. Os esportes no gelo aconteceriam em Estocolmo, os eventos
nórdicos em Falun, enquanto os esportes na neve seriam realizados em Åre e
Östersund. Para as Paralimpíadas, seria o mesmo, exceto para os eventos
nórdicos serem transferidos para Östersund.
O
estudo não foi capaz de determinar um orçamento exato e, como tal, é uma
prioridade da segunda fase do processo, que deve ocorrer aproximadamente até
novembro, antes da fase final do "diálogo direcionado" com o COI.
Os
Jogos de 2030 representam a melhor chance da Suécia em anos devido à falta de
opções adequadas disponíveis para o COI.

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