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| Foto: Wagner Carmo/CBAt |
Lorraine Martins (Pinheiros-SP) confirmou a excelente fase da carreira ao conquistar a sua terceira medalha de ouro na competição e, o mais importante, ao conseguir o índice dos 200 m para o Campeonato Mundial, na Hungria, que será disputado de 19 a 27 de agosto. Com isso, a velocista carioca, de 23 anos, foi um dos destaques do Troféu Brasil Interclubes Loterias Caixa de Atletismo, disputado entre a quinta-feira (6/7) e o domingo (9/7) no Centro Olímpico de Treinamento da Universidade Federal de Mato Grosso, em Cuiabá.
Lorraine, campeã dos 100 m (11.16) na quinta-feira e dos 4x100 m, na sexta-feira, venceu neste domingo os 200 m, com o tempo de 22.59 (1.8), recorde pessoal. O índice do Mundial exigido pela World Athletics é de 22.60 para a prova.
A campeã cruzou a linha de chegada comemorando bastante o fato de ter alcançado o índice (viu o tempo no cronômetro do estádio). “Consegui melhorar minha marca três vezes nos 200 m e uma vez nos 100 m. Estou muito feliz por ter superado os problemas de lesões de 2020 e 2021. Amadureci bastante nesse período, lapidei muitas coisas e só tenho de agradecer a Deus”, comentou Lorraine, logo após a vitória.
Um dos responsáveis por seu crescimento, segundo ela, foi o fato de ter voltado a treinar no Rio de Janeiro e de poder ficar perto de sua família. “Ela é muito especial na minha vida, me dá força e apoio”, disse a atleta, que deixou de treinar com Felipe de Siqueira, em São Paulo, e passou a ser orientada por Renan Valdiero, na CDA da Aeronáutica e na Esefex do Exército. “Tenho nas pernas lições do Felipe, a quem sou grata, e do Frango”, disse, referindo-se ao treinador Renan por seu apelido.
Lorraine retoma os treinamentos agora para o Campeonato Sul-Americano, que será disputado de 28 a 30 de julho, na pista do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, em São Paulo. “Estou qualificada para disputar os 100 m, 200 m e o revezamento 4x100 m e espero ter um ótimo desempenho, como preparação para o Mundial”, afirmou a velocista, que usou um aplique de tranças nos cabelos especialmente para a disputa do Troféu Brasil.
Ana Carolina Azevedo e Vitória Rosa, ambas do Pinheiros, ficaram com as medalhas de prata e de bronze, respectivamente, com os tempos de 22.99, recorde pessoal, e 23.02.
Nos 200 m masculino, Jorge Henrique Vides (Pinheiros-SP) foi efusivamente cumprimentado por todos os companheiros de prova e pelos velocistas e ex-velocistas que integram o Programa Ídolos do Atletismo Loterias Caixa, como Claudinei Quirino, Bruno Lins, José Carlos Codó Moreira e Sandro Vianna.
“Estou extremamente feliz porque sofri uma contusão no posterior da coxa esquerda há três semanas e tive de fazer treinos adaptados. Neste domingo pela manhã fiquei na fisioterapia”, contou o corredor, de 30 anos, integrante da equipe campeã mundial de revezamento 4x100 m em Yokohama, no Japão, em 2019. “Dedico a vitória a dois grandes amigos, Vitor Hugo dos Santos, meu cunhado, e a Aldemir Gomes. Eles foram a minha inspiração no atletismo.”
Jorge Vides ganhou o ouro, com 20.39 (0.6), seguido de Maxsuel dos Santos Santana (Luasa Sports-SP), com 20.41, e de Erik Cardoso (SESI-SP), com 20.51.
No heptatlo, a vitória foi de Tamara Alexandrino de Sousa (Associação Fortes e Velozes-RJ), com 5.682 pontos. Tainara Mees (Praia Clube/Exército/Futel) foi a segunda colocada, com 5.187, e Roberta Almeida dos Santos (Associação Pés Velozes-SP), a terceira, com 5.187.
Campeã do Troféu Brasil de 2021, Tamara ficou feliz com o título e a qualificação para o Sul-Americano. “Foi meu retorno à vida de atleta de alto rendimento. Passei por muitos problemas, com uma lesão de fascite plantar, precisei trabalhar para me manter na área da gastronomia”, lembrou. “Agora, com o apoio da Aeronáutica, posso me dedicar apenas aos treinos e às competições”, concluiu a atleta, medalha de bronze no heptatlo do Mundial Sub-20 de Barcelona-2012.
Lançador Pedro Nunes e velocista Chayenne Pereira levam ouro com recorde do Troféu
Pedro Henrique Nunes Rodrigues (Endurance Sports-AM) brilhou ao conquistar a medalha de ouro no lançamento do dardo com 82,77 m. Pedro estabeleceu novo recorde do torneio, ao melhorar a própria marca de 81,00 m, de 2022. Chayenne Pereira da Silva também quebrou o recorde da competição nos 400 m com barreiras (55.27).
No lançamento do dardo, Luiz Maurício Dias da Silva (Equipe Medex-RJ) ficou com a medalha de prata (72,24 m) e Clewerton Siqueira (Corville-SC) com a de bronze (70,40 m).
"Mais um recorde batido, o caminho está certo. Ainda não é o nosso objetivo, mas essas marcas estão mostrando que a gente é capaz de chegar além do Troféu Brasil e Sul-Americano, futuramente numa Olimpíada", disse Pedro, que passou os últimos 30 dias no Centro de Treinamento de Jamor, em Lisboa, Portugal. "Foi incrível. A preparação me ajudou muito a chegar aqui bem e competições que participei lá me fizeram acreditar que poderia alcançar novas marcas."
Pedro Henrique vai disputar o Campeonato Sul-Americano de Atletismo, de 28 a 30 de julho, no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, em São Paulo. "Meu objetivo não é apenas a pontuação, mas atingir o índice para o Mundial de Budapeste", afirmou Pedro. O índice exigido pela World Athetics para o Mundial, na Hungria, de 19 a 27 de agosto, é forte no lançamento do dardo: 85,20 m. "Minha treinadora (Margareth Bahia Haiden) diz que aumentou a minha responsabilidade, mas mais do que ninguém ela sabe que eu posso lançar mais longe e acredita que eu posso fazer o índice."
O segundo recorde do Troféu Brasil na última etapa da competição (9/7) foi quebrado por Chayenne Pereira da Silva (EC Pinheiros-SP) nos 400 m com barreiras, com 55.27. A marca anterior pertencia a Luciana França - 55.90 m, de 2009. Branca Cristina dos Santos (SPFC) conquistou a prata (57.32) e Rita Ferreira da Silva (EC Pinheiros) a medalha de bronze (57.65).
"Tirou um peso das minhas costas. Eu vinha de uma cobrança interna por resultados. Muito bom estar de volta. Fui campeã em 2019, em 2020 veio a pandemia, fiz o índice para a Olimpíada de Tóquio e no Troféu Brasil de 2021 fui segunda colocada. Mas depois foi um baque ficar em quinta em 2022", relembrou Chayenne. "Fiz uma boa base e as competições mostram que estou no caminho certo pensando no Mundial e na Olimpíada de Paris", completou Chayenne que treina com Marselle Mazzoleni Machado.

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