A Seleção Brasileira de Halterofilismo Paralímpico disputa sua última medalha no Campeonato Mundial de Dubai nesta quarta-feira, 30, dia em que o país fará sua primeira apresentação com um time feminino na história da competição. Nas disputas desta terça-feira (29), o Brasil encerrou sem medalhas, sendo Evânio Rodrigues o melhor brasileiro do dia, na oitava posição.
Até aqui, o Brasil faz a sua melhor campanha na história dos Mundiais de halterofilismo, com uma medalha de ouro conquistada pela paulista Mariana D’Andrea (veja como foi) e uma de bronze, da mineira Lara Lima (veja como foi), atleta que também obteve um ouro na categoria Junior (veja como foi).
Na disputa que encerra o Campeonato Mundial nos emirados Árabes, o time feminino do Brasil será representado por suas medalhistas desta edição do Mundial, Mariana e Lara, ao lado da carioca Tayana Medeiros, que busca recuperação na competição após uma apresentação sem movimentos válidos na sexta-feira (25).
O Brasil será um dos dez países na disputa feminina, sendo as equipes divididas em dois grupos, a Seleção Brasileira está no B, ao lado de China, Tailândia, Colômbia e México B (o país virá com dois times). Após a fase de grupos, na qual as duas melhores seleções de cada chave avançam, haverá as semifinais e a decisão.
Na prova por equipes, cada uma das três halterofilistas realiza apenas um movimento. O resultado final é a soma do valor levantado por elas, sendo que é usada uma fórmula que dá maior peso aos movimentos realizados por atletas de categorias mais leves, para que as performances sejam equivalentes na composição do resultado final. Lara compete pela categoria até 41 kg, Mariana, 79 kg, e Tayana, até 86kg.
Principal adversária na competição, a China participará da disputa com três atletas da elite da modalidade, além disso, na avaliação do técnico Valdecir Lopes, o Brasil também deve estar atento às equipes da Ucrânia, Chile, Colômbia e México na busca pela medalha.
Nesta terça-feira, 29, o paraibano Ailton de Andrade Souza tentou por três vezes erguer 186 kg na disputa da categoria até 80 kg, mas não teve movimentos válidos. O pódio foi formado pelo iraniano Roohallah Rostami, que levantou 232 kg, pelo chinês Xiaofeei Gu, com 231 kg, e pelo iraquiano Rasool Mohsin, que suportou 226 kg.
Já o baiano Evânio Rodrigues da Silva, bronze no Mundial da Cidade do México em 2017, encerrou a participação brasileira nas disputas individuais do Mundial deste ano. Ele suportou 196 kg em seu segundo levantamento e terminou a prova na oitava colocação. O primeiro colocado da prova foi o jordaniano Abdelkareem Khattab, com 251 kg, seguido pelo chinês Jixiong Ye, prata, após erguer 234kg. O bronze foi para o egípcio Mohamed Elelfat (222kg).
Confira a programação desta quarta-feira (30)
6h10 - Time feminino – Grupo B
7h35 - Semifinal
8h15 - Disputa pelo terceiro lugar
8h35 - Final

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