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Assembleia Geral das Nações Unidas adota a resolução da Trégua Olímpica para 2024, mas Rússia se abstêm

Bach discursando na ONU durante a sessão da Trégua
Foto: COI/Greg Martin


A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque (USA) pediu na terça-feira (21) a observância da Trégua Olímpica individualmente e coletivamente.

A resolução foi aprovada com 118 votos a favor e nenhum contra, entretanto, Rússia e Síria se abstiveram de votar.

A resolução, preparada pela França, que receberão os Jogos, também pede que sejam implementados os valores da Trégua Olímpica coletivamente no mundo inteiro.

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, disse que não se lembra de um momento na história em que o mundo esteja enfrentando tanto confronto, divisão e polarização.

Já o presidente do Comitê Organizador, Tony Estanguet, falou que os Jogos são um exemplo extremamente inspirador, pois mostram o que temos em comum ao invés do que nos divide.

A Trégua Olímpica tem sido adotada por consenso a cada dois anos nos Jogos Olímpicos e Jogos Olímpicos de Inverno, mas a Rússia havia pedido para incluir no texto "o acesso despolitizado ao esporte".

A invasão da Ucrânia pela Rússia foi considerada uma violação a Trégua aprovada nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, realizados em Pequim.

Desde então, o país não recebeu eventos esportivos internacionais e os atletas não podem competir sob a própria bandeia e sim como atletas neutros.

A vice-embaixadora da Rússia para as Nações Unidas, Maria Zabolotskaya, criticou a proibição de atletas russos de competirem sob a bandeira nacional e o fato de não receberem eventos internacionais, chamando a atitude de "hipócrita e cinica".



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