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| Foto: Fabrizio Bensch/Reuters |
O crescimento do antissemitismo está preocupando as autoridades olímpicas israelenses tendo em vista os Jogos Olímpicos de Paris-2024. O ataques preconceituosos contra judeus veio aumentando no mundo inteiro após os ataques do Hamas ao território israelense no dia 7 de outubro de 2023 e o início da guerra entre Israel e Hamas.
Em período de cessar-fogo, o atual conflito já registra mais de 1200 mortos no lado de Israel e 15 mil do lado do território palestino. Nesse tempo, o Hamas fez mais de 240 pessoas reféns, liberando cerca de 100 na trégua após negociações mediadas pelo Qatar e Estados Unidos. Nesta quinta (30), um atentado do Hamas em Jerusalém matou três pessoas.
Os dados oficiais mostram que foram registrados 1.159 casos de antissemitismo na França, três semanas após o início do atual episódio do conflito.
"A atual onda de antissemitismo criou desafios únicos para a segurança de nossos atletas enquanto eles se preparam para as Olimpíadas", disse Yael Arad, Presidente do Comitê Olímpico de Israel em entrevista a Reuters.
"Infelizmente, alguns de nossos atletas para participar das competições que fazem parte da classificação olímpica", completou.
Entre os prejudicados está a equipe de nado artístico, que não irá para o Mundial de Esportes Aquáticos, em Doha, em fevereiro de 2024, por questões de segurança. O Mundial dá vagas para os Paris-2024 e é a última oportunidade para conseguir a classificação.
Yael ainda lembra que no movimento olímpico israelense, não há pessoas envolvidas no combate. "Os membros da nossa equipe olímpica não foram recrutados (pelos militares) e não estão envolvidos em nenhum combate ou atividade militar. A equipe olímpica é totalmente dedicada ao treinamento e focada exclusivamente em representar Israel nas Olimpíadas".
Outro país envolvido em guerra atualmente, a Rússia, não pode competir com atletas que compitam em instituições militares, nem que tenham ido a combate na Guerra da Ucrânia.
Em Munqiue-1972, os Jogos Olímpicos sofreram seu primeiro e maior ataque terrorista da história, quando terroristas palestinos do movimento "Setembro Negro" entraram no prédio de Israel da Vila dos Atletas, mataram dois integrantes da delegação na invasão e fizeram nove reféns. Em uma operação de resgate desastrosa, os reféns foram assassinados.
O antissemitismo e o boicote de países contra Israel, levou a Indonésia a perder o direito de sediar a Copa do Mundo sub-20 e os Beach Games deste ano.

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