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| Foto: Ana Patrícia/CPB |
A mesatenista catarinense Bruna Alexandre e o nadador mineiro Gabriel Araújo foram eleitos os melhores atletas paralímpicos de 2023. O anúncio foi feito durante a 12ª edição do Prêmio Paralímpicos, apresentada por Loterias Caixa e realizada no Tokio Marine Hall, na noite da quinta-feira, 14, em São Paulo.
“Essa é uma noite muito especial. O Prêmio Paralímpicos de 2023 celebra a força do esporte brasileiro, que foi traduzida em números. Foram 123 medalhas em 11 mundiais, mais 343 pódios no Parapan de Santiago. A melhor campanha da história em uma edição da competição continental. Esperamos repetir os excelentes resultados em 2024, ano de Jogos Paralímpicos”, disse Mizael Conrado, presidente do CPB.
Bruna Alexandre, 28, tornou-se a primeira atleta paralímpica a competir nos Jogos Pan-Americanos. No Chile, a mesatenista obteve uma medalha de bronze na disputa por equipes ao lado de atletas convencionais. A catarinense, que foi submetida à amputação do braço direito após uma trombose contraída aos seis meses de vida, ainda obteve medalhas de ouro nos Abertos Paralímpicos da Tailândia, Eslovênia, Brasil, Itália, Espanha e França neste ano.
“Gostaria de agradecer pela oportunidade de estar aqui com tantas autoridades e atletas. Agradeço à Confederação Brasileira de Tênis de Mesa e ao CPB por todo o apoio que tenho na disputa do olímpico e do paralímpico. Em Cuba, conquistei a vaga para os Jogos Olímpicos de Paris. Depois, recebi a convocação para os Jogos Pan-Americanos e não acreditei. Todo o esforço foi recompensado. Fui sonhando aos poucos e vi que poderia chegar cada vez mais longe. Consegui jogar na mesa de igual para igual com todo mundo e mostrar que a deficiência não é nada e tudo é possível. Espero que mais atletas se inspirem nisso e vejam que somos todos iguais e unidos”, afirmou Bruna.
Além dos troféus entregues aos dois atletas, outras nove homenagens foram feitas no evento. Dentre elas, o prêmio de “Atleta da Galera” foi a única categoria decidida por meio de votação popular. E a vencedora foi a halterofilista paulista Mariana D’Andrea, com 27% dos votos.
Mariana, campeã Mundial em 2023, primeiro ouro adulto do halterofilismo brasileiro, superou os concorrentes Alessandro Silva (atletismo), Brenda Freitas (judô), Ricardo Mendonça (atletismo) e Samuel Oliveira (natação). Os cinco atletas foram indicados após uma eleição feita entre os colaboradores do CPB, o Conselho de Atletas do Comitê, jornalistas e patrocinadores.
“Fiquei sem palavras. Obrigado a todos os que votaram. Eu só tenho a agradecer a vocês. Esse prêmio não é só meu, é de todos os que votaram em mim. Agradeço ao Comitê Paralímpico Brasileiro, aos meus patrocinadores, ao meu treinador [Valdecir Lopes], porque, sem ele , nada seria possível. Eu estou muito feliz. Concorri com atletas que são muito fortes. Ganhar esse prêmio está sendo muito especial. Dedico ele ao meu pai que não está fisicamente comigo, mas, onde estiver, ele está muito feliz”, disse a atleta ao receber a premiação.
A noite de quinta-feira também trouxe uma premiação surpresa. O carioca Douglas Matera foi escolhido o melhor atleta dos Jogos Parapan-Americanos de Santiago. O carioca, que nasceu com retinose pigmentar, uma mutação genética hereditária, que causa perda gradual de visão, conquistou oito medalhas de ouro em oito provas disputadas em Santiago: 50m livre, 100m livre, 400m livre, 100m borboleta, 100m costas, 200m medley, e revezamentos 4x100m livre e misto 49 pontos. Além disso, conquistou o ouro nos 100m borboleta e no revezamento 4x100m medley e bronze nos 100m costas no Mundial de Manchester 2023.
“Gostaria de agradecer ao CPB pelo reconhecimento. Nem nas minhas resoluções do ano passado, eu imaginaria um 2023 tão perfeito como foi”, finalizou Matera.
Outros premiados
Além das categorias supracitadas, o CPB homenageou outros oito premiados nesta quinta-feira. Entre os homenageados estiveram Paulo da Veiga Cabral, técnico da Seleção Brasileira de futebol PC (paralisados cerebrais), que conquistou em novembro o ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago, com uma campanha invicta e vitória na final em disputa acirrada contra a Argentina.
Entre os treinadores de modalidades individuais, o escolhido foi Valdecir Lopes, técnico-chefe da Seleção Brasileira de halterofilismo e responsável pela preparação da paulista Mariana D’Andrea, campeã Mundial em Dubai em agosto deste ano e recordista Mundial na categoria até 79kg.
O ex-nadador Daniel Dias, dono de 11 troféus do Prêmio Paralímpicos e maior medalhista brasileiro em Jogos Paralímpicos, com 27 pódios, voltou a subir ao palco para receber um troféu, desta vez o Prêmio Aldo Miccolis, entregue em reconhecimento a personalidades que contribuíram para o desenvolvimento do Movimento Paralímpico no Brasil.

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