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| Foto: Caio Souza/On Board Sports |
Mundial da Juventude será realizada de 9 a 15 de dezembro em Búzios (RJ) com atletas de 62 países de todos os continentes. A tradicional competição já revelou nomes de peso da modalidade no Brasil como Robert Scheidt, Martine Grael e Kahena Kunze. A abertura oficial será o desfile das nações neste sábado (9), às 18h, nas ruas da cidade do litoral fluminense, com sua conclusão na praça Santos Dumont.
O evento chancelado pela World Sailing - Federação Internacional de Vela e organizado no Brasil pela CBVela - Confederação Brasileira de Vela conta com velejadores de até 19 anos espalhados em classes que se assemelham em tamanho e estilo às olímpicas. Todos os barcos são fornecidos pela competição, com exceção dos equipamentos do Kite e IQFoil.
Serão realizadas mais 140 regatas no período de competição nas três raias montadas de Manguinhos, Feia e Branca. Os percursos serão de barla-sota - entre bóias formando um oito, e em forma trapézio, obrigando os velejadores a testarem suas habilidades em ventos de popa e contrários.
Assim como na edição de 2022, realizada em Haia, na Holanda, o Mundial da Juventude terá o Troféu das Nações, com o somatório dos resultados de todos os países. A última campeã foi a Espanha.
Itália, Estados Unidos, Grã-Bretanha e Espanha enviaram 14 representantes para Búzios (RJ). Brasil, Turquia e Argentina contam com 13 velejadores cada. O atleta mais novo é o húngaro Samson Litkey, de apenas 12 anos.
Em termos de resultados expressivos, Max Maeder de Singapura, de apenas 17 anos, tem em seu currículo um título mundial da classe, além de três Europeus e duas vezes do Mundial da Juventude.
"O Mundial da Juventude é o maior e melhor evento evento jovem do mundo. É importantíssimo para o atleta que faz a sua carreira visando profissionalismo, Jogos Olímpicos, America's Cup, entre outras competições. Daqui saem os melhores do mundo. É uma espécie de Mini-Olimpíada. Temos 62 países e esperamos uma grande competição", comenta Walter Boddener, gerente de competições da CBVela.
Formato das regatas
O formato das regatas é praticamente igual ao olímpico, porém sem a medal race. O vencedor será aquele que somar menos pontos ao final do campeonato. As versões da ILCA e 420 correm 9 provas e terminam após o fim com apenas 1 descarte. Nacra e 29er terão em seu programa 13 regatas e 1 descarte. Já no Kite e IQFoil serão 18 ao todo.
A previsão de vento para estreia nesta segunda-feira (11) terá direção leste com média intensidade, No dia seguinte, a meteorologia indica sentido sul. Mas no resto da semana, a tendência é voltar para leste.
O Mundial da Juventude reúne 21 oficiais de regatas internacionais e 45 brasileiros, todos liderados pelo catarinense Ricardo Navarro, o mesmo que coordena as provas olímpicas Paris 2024, pan-americanas de Santiago 2023 e da Copa do Mundo de Vela SSL Gold Cup.
Brasil no Mundial da Juventude
O Brasil soma ao todo 16 medalhas na história da competição. A primeira medalha foi obtida por Robert Scheidt na classe Laser em Largs, na Escócia, em 1991. A disputa é anual, e a última vez em que o Brasil esteve no pódio foi em 2016.
Na ocasião, Leonardo Lombardi e Rodrigo Luz ficaram com a prata na classe 420, enquanto Brenno Francioli foi bronze na RS: X. Dois anos antes, a dupla Kim Vidal e Antônio Lopes ficou com o bronze na SL 16. Em 2013, Tiago Brito/Andrei Kneipp ficaram com o ouro no 420. Já em 2012 e 2011, outra dupla fez sucesso: Martin Lowy e Kim Vidal foram bronze e ouro, respectivamente, na SL 16.
Atuais bicampeãs olímpicas na classe 49erFX, Martine Grael e Kahena Kunze foram ouro no Mundial da Juventude em 2009, mas na categoria 420. No mesmo ano, Jorge Renato Amaral foi bronze na RS: X. Em 2008, na mesma categoria, Patrícia Freitas também ficou com o terceiro lugar.
Dois anos antes, o Brasil foi prata com Bruno Vilela Frey/Ricieri Vidal Marchi na categoria Hobie Cat 165 Spin Open, enquanto Marcos Adler/Bruno Leal Faria foram bronze na 420. Esta também foi a posição de Mariana Basílio/Gabriela Biekarck, também da 420.
Em 1994, Rodrigo Amado e Leonardo dos Santos foram prata na Laser II. Outro resultado expressivo na década de 90 foi conquistado em 1998 com a dupla André Cahu/Victor Azevedo da Costa: bronze pela HobieCat 16.
Outro velejador renomado com história na competição é Ricardo Winicki, atleta de Búzios (RJ). Também conhecido como Bimba, ele conquistou o ouro em 1997 e 1998, na Mistral

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