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Rebeca Andrade e Marcus D'Almeida levam o troféu de atleta do ano no Prêmio Brasil Olímpico

De terno, Marcus D'Almeida está ao lado de Rebeca Andrade, de vestido prata. Ele é branco, moreno e tem bigode e ela é negra e está com cabelo loiro encaracolado
Foto: Alexandre Loureiro/COB

Rebeca Andrade e Marcus D'Almeida foram os grandes vencedores do Prêmio Brasil Olímpico, realizado nesta sexta (15), na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro. Eles foram os primeiros da história a levarem o Troféu Pelé, novo prêmio dado aos melhores do ano.

Rebeca chega a incrível marca de três prêmios consecutivos na mesma categoria, vencendo o melhor atleta desde 2021, quando foi ouro nos Jogos de Tóquio. No discurso, ela falou do crescimento da modalidade e sobre ser exemplo para as novas gerações.

Marcus é o líder do ranking mundial da modalidade, já está classificado para Paris-2024, no individual e nas duplas mistas. Após receber o troféu, Marcus se emocionou e falou que não pertencia apenas a ele e sim a todos os atletas brasileiros, que elevam o nível do esporte.            

Veja os outros prêmios

A cerimônia começou com a entrega do Prêmio Inspire, que é dado a atletas que inspiraram os brasileiros neste ano e a vencedora foi Bruna Takahashi, do tênis de mesa. Essa categoria é decidida no voto popular. Logo depois, Chiaki Ishii recebeu o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, pelo legado que deixou no judô brasileiro. Ele foi o primeiro medalhista olímpico do Brasil na modalidade, sendo bronze em Munique - 1972.

O prêmio de atleta revelação foi para Maria Eduarda Alexandre, da ginástica rítmica. Ela estreou neste ano na categoria adulta, foi finalista de Copa do Mundo e ganhou dois ouros, uma prata e um bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santiago-2023. Ela já havia levado o prêmio de "Legado de Cali-2021" na premiação da Panam Sports.

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Depois, Alison dos Santos, o Piu, levou o prêmio de retorno do ano, dado a atletas que tiveram que ficar afastados, seja por lesão ou outro motivo, que foram vencedores em suas voltas. Ele venceu em votação popular. Piu conseguiu neste ano, o índice olímpico para os Jogos de Paris-2024 nos 400m com barreiras e 400m rasos.

O prêmio de melhor técnico coletivo foi para Ramon Ito, que comandou o time que encantou as Américas e foi medalha de prata no beisebol em Santiago-2023. Esse desempenho levou o time a levar o prêmio de melhor equipe masculina do ano.

O prêmio no feminino foi para o vôlei, que classificou para os Jogos Olímpicos de Paris-2024 e foi prata nos Jogos Pan-Americanos. No palco, o presidente da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), Radamés Lattari, disse que vai enviar o prêmio para a família de Walewska, que morreu durante o Pré-Olímpico. 

O prêmio de atleta influenciador foi para Luccas Abreu, atleta do tiro com arco composto, que tem milhares de seguidores, tendo como um dos seus conteúdos, a sua trajetória como atleta. Já o prêmio de atleta da torcida, decidido pelo torcedor, foi para Flávia Saraiva.

Responsável pelo crescimento da ginástica rítmica nos últimos anos, Camila Ferezin venceu o prêmio de melhor técnica. Sob seu comando, o conjunto brasileiro foi ouro em etapas de Copas do Mundo e conseguiu a vaga olímpica para Paris-2024 com chances de medalha. No discurso, ela lembrou que "Um sonho que se sonha só, é só um sonho. Um sonho sonhado junto, se torna realidade''.

A cerimônia foi encerrada com as lembranças da campanha em Santiago-2023, com 49 vagas olímpicas conquistadas e o recorde de medalhas em um edição de Jogos Pan-Americanos, totalizando 205. 


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