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| Foto: Gustavo Alves/CBAt |
O atleta olímpico Matheus Lima (EC Pinheiros-SP) conquistou a medalha de ouro nos 400 m com barreiras e o bicampeonato do Brasileiro Interclubes Sub-23 de Atletismo, neste domingo (18/8), em Bragança Paulista, São Paulo. Matheus também quebrou o recorde do campeonato, que era dele mesmo, de 2023, com 49.58. Matheus, que chegou até a semifinal olímpica nos Jogos de Paris-2024, retornará para a Europa para mais duas competições na temporada.
"Estou feliz pelo meu segundo título brasileiro sub-23, ainda mais correndo em casa", disse Matheus que treina no Centro Nacional Loterias Caixa de Desenvolvimento do Atletismo (CNDA), em Bragança Paulista. "Gostei da minha corrida até a oitava barreira, mas não da chegada. Preciso melhorar as minhas passagens", disse.
A medalha de prata foi conquistada por Caio Vinícius Silva, com 50.71, e a de bronze por Gabriel Alves dos Santos, com 50.74 (ambos do Praia Clube-Exército-Futel-MG).
Matheus Lima vai correr uma etapa da Diamond League, na Silésia, Polônia, no dia 25 de agosto, e um meeting em Rovereto, na Itália, no dia 3 de setembro, do World Athletics Continental Tour Silver. "Quero correr 47 nos 400 m com barreiras e fazer o meu PB (personal best) nos 400 m rasos", comentou Matheus.
O brasileiro saiu de Paris com a confiança de quem "já está competindo entre os melhores do mundo" e ciente de que com trabalho, mais treinamento e preparação mental, conseguirá estar na zona do pódio.
Em sua estreia olímpica, Matheus garantiu passagem para a semifinal na 5ª e última série dos 400 m com barreiras, com 48.90. Na semifinal, em sua bateria, a última das três, terminou em 4º, com o tempo de 49.08. Tinha índice para os 400 metros, mas optou pela prova de barreiras.
O cearense de 21 anos, que também é campeão pan-americano em Santiago-2019 (CHL), correu os 400 m com barreiras em 48.31 em Bydgoszcz, Polônia, meeting do World Athletics Continental Tour Gold, em junho, sua melhor marca pessoal. E, inspirado em seu treinador Sanderlei Parrela, correu os 400 m rasos duas vezes em 44.52, terceira melhor da história da América do Sul e a segunda do Brasil. A primeira do país é 44.29, alcançada justamente por Sanderlei Parrela, com a conquista da medalha de prata no Mundial de Sevilha-1999.
Camilly Carolini dos Santos (IABC/FMEBC-SC), de 21 anos, conquistou o seu primeiro título brasileiro e comemorou muito - o ouro veio com 1.00.54. E a qualificação para o Sul-Americano de Bucaramanga, na Colômbia, de 27 a 29 de setembro. É do Instituto Balneário Camboriú e treina com Margit Weise.
"Estou muito feliz porque foi uma conquista na força e na coragem. É o meu primeiro título brasileiro e veio num ano de superação, em que fiquei doente. Tive Dengue e Covid e treinei muito no último mês para vir aqui competir."
A prata foi conquistada por Ana Luisa dos Santos (AD Centro Olímpico-SP), com 1.01.60 e o bronze por Maria Eduarda Chagas (APA/SECEL Jaraguá do Sul-SC), com 1.01.60.
Gabriela de Souza Muniz (CASO-DF) e Otávio Henrique Vicente (Corville-SC) foram os campeões dos 20 km da marcha atlética, prova que abriu o último dia da competição.
Gabi venceu com 1:34.47.9, recorde do campeonato e brasileiro - bateu a marca de 2023, que era dela mesma.
Aos 22 anos, se despede da categoria como pentacampeã brasileira sub-23. Tem ainda o tricampeonato no Brasileiro Sub-20 e nem se lembra mais dos outros títulos e medalhas nas categorias sub-18 e sub-16 em dez anos de prática da marcha atlética. "Meu intuito era bater o recorde do Brasileiro do ano passado e deu certo."
Gabrielly Cristina dos Santos (FECAM/ASSERCAM-PR) conquistou a medalha de prata com 1:47.26.6 e Bruna Batista Oliveira (AABLU-SC) a de bronze (1:48.15.8).
Gabi Muniz é atleta olímpica - competiu nos Jogos de Paris-2024 - e treina com Gianetti Sena Bonfim, no grupo de Caio Bonfim, medalhista de prata olímpica nos 20 km, em Sobradinho (DF). "Poderia ter sido melhor o meu resultado na Olimpíada - tive problema com a minha hidratação, que derramou. Mas foi uma experiência incrível."
Gabi já sonha com os Jogos de Los Angeles-2028, mais experiente. "Temos quatro anos para trabalhar e estamos motivados pela melhor fase da marcha atlética na história da prova no país, que competiu com um time completo na França, e a conquista do Caio, como inspiração."
O grupo faz muita "rodagem" em Sobradinho - "somos uns dez atletas", comenta Gabi. Ele contou que treinar após as Olimpíadas nas ruas da cidade têm sido diferente, com todas as pessoas comuns reconhecendo a prova e buzinando para saudar os atletas que marcham em pelotão.
Otávio Vicente, de 19 anos, que é de Joinville (SC) conquistou a medalha de ouro com 1:32.08.1 - seu primeiro título brasileiro sub-23. "Eu queria o título para ir ao Sul-Americano", disse o marchador, que está fazendo a transição dos 10 km para os 20 km. "No Sula eu quero fazer a minha melhor marca pessoal e não deixo de sonhar com o pódio." O Campeonato Sul-Americano Sub-23 será em Bucaramanga, Colômbia, de 27 a 29 de setembro.
Mesmo para quem não treina junto com Caio Bonfim, que também é medalhista em Mundiais (bronze em Londres-2017 e em Budapeste-2023), a medalha olímpica foi muito especial para a marcha atlética. "Nessa reta final de treino para o Brasileiro, que foi muito desgastante, voltou o ânimo que a gente estava precisando depois da medalha do Caio. Foi uma felicidade enorme, nem dá para mensurar o tamanho", disse Otávio, que treina com Margite Weise.
Edson Alves de Aguiar (Praia Cube-Exército-Futel-MG), com 1:34.39.5, ficou com a medalha de prata e Klaubert Ferreira de Franca (CASO-DF) com a de bronze (1:37.56.7).

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