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| Buda Mendes/CPB |
Um dos grandes países dos jogos Paralímpicos é o Brasil. Presente entre as dez melhores nos quadro de medalhas das últimas paralimpíadas. Apesar do sucesso recente, nossa nação já tem mais de 50 anos de história na competição.
Antes de contar sobre a primeira participação do Brasil em Jogos Paralímpicos, é bom contar a história do paradesporto no país. Na década de 50, um trio pode ser considerado como os pais do esporte paralímpico: Robson Sampaio de Almeida, Seraphim Del Grande e Aldo Miccolis. Robson criou o Clube do Otimismo em 1958 no Rio de Janeiro com Aldo de diretor técnico do clube enquanto Seraphim fez o Clube do Paraplégico em São Paulo, com o basquete em cadeira de rodas sendo o primeiro esporte paralímpico a ser disputado no país.
14 anos depois, o Brasil estreou nos jogos paralímpicos de Heidelberg na Alemanha. Com 20 atletas na delegação, o Brasil disputou provas no tiro com arco, no atletismo, na natação e no basquete em cadeira de rodas, mas não conquistou nenhuma medalha. A primeira conquista só veio em 1976 em Toronto. E coube a Robson, um pioneiros, conquistar a prata no lawl bowls (uma variação da bocha disputada na grama) ao lado de Luiz Carlos 'Curtinho'. Em 2023, Robson Sampaio de Almeida foi eleito o patrono do paradesporto brasileiro pelo senado federal.
A criação do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) foi o grande divisor de águas no esporte paralímpico do Brasil em 1995. Até Barcelona-1992, foram 63 medalhas em 6 paralimpíadas - com o Brasil passando em branco em 1972 e Arnheim-1980. Nas sete edições seguintes, foram 310 medalhas, chegando a marca de 373 medalhas.
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| Ádria dos Santos é a brasileira com mais medalhas paralímpicas na história (foto: CPB) |
Atenas-2004 acabou sendo o segundo ponto de virada do paradesporto brasileiro, com o CPB comprando os direitos dos Jogos Paralímpicos e repassando para o grupo globo. Nestes Jogos, surgiu i primeiro grande ídolo paralímpico do Brasil: Clodoaldo Silva, com sete medalhas nos jogos.
A Paralimpíada do Rio de Janeiro foi outro marco da história do paradesporto brasileiro, onde o país pulou de 43 para 72 medalhas, recorde que foi igualada cinco depois em Tóquio. Mas na capital japonesa, o Brasil conseguiu mais ouros com 22, oito a mais do que no Rio de Janeiro.
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| Evolução do Brasil nos Jogos Paralímpicos (foto: CPB) |
O Atletismo é o esporte que trouxe mais medalhas para o Brasil nos jogos paralímpicos, com 178 pódios, sendo 51 de ouro. Natação com 125 pódios e Judô com 25 completam o pódio de medalhas. Já no Futebol de cegos (cinco ouros) e no taekwondo (um ouro, uma prata e um bronze), o Brasil é o país líder do quadro de medalhas da modalidade.
Badminton, basquete em cadeira de rodas, rugby em cadeira de rodas e tênis em cadeira de rodas, Tiro com Arco, tiro esportivo e triatlo são as modalidades em que o Brasil ainda não conquistou pódios em jogos paralímpicos.
Daniel Dias: o maior medalhista
O ex-nadador Daniel Dias é o maior atleta paralímpico brasileiro com 27 pódios, 14 ouros, sete pratas e seis bronzes. Os também ex-nadadores André Brasil e Clodoaldo Silva com 14 medalhas cada vem seguida.
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| Daniel Dias, o maior atleta pralímpico brasileiro (Foto: Marco Antonio Teixeira/CPB) |
Entre as mulheres, as três primeiras com medalhas são do atletismo: Ádria dos Santos lidera com 13 pódios, quatro ouros, oito pratas e um bronze. Terezinha Guilhermina com oito medalhas e Miracema Ferraz com seis pódios vem em seguida.
Paris-2024
O Brasil será representado por 280 atletas, sendo 255 com deficiência, de 20 modalidades nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024. É a maior delegação brasileira já anunciada para uma edição dos Jogos fora do Brasil. Antes, a maior equipe nacional era de 259 convocados ao todo em Tóquio 2020. Já o recorde de participantes do país foi nos Jogos do Rio 2016, ocasião em que o Brasil sediou o megaevento e contou com 278 atletas com deficiência em todas as 22 modalidades já classificadas automaticamente.
A expectativa do CPB é que a delegação bata o recorde total de medalhas (72) e consiga brigar pelo top 5 no quadro de medalhas em Paris.
Fontes: CPB, Wikipédia e Doutorado “Esporte Paralímpico Brasileiro: vozes, histórias e memórias de atletas medalhistas (1976 a 1992)” de Michelle Barreto




1 Comentários
É Somente Adria Santos, não tem o DOS👍
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