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Francisco Porath fala de planejamento para seleção em 2025 e futuro de Rebeca neste ciclo: "Ela quer classificar a equipe para a olimpíada"

Melo Gym/ GBG


O público vai ter que esperar um pouco mais para ver a seleção feminina de ginástica que brilhou na última olimpíada neste ciclo de Los Angeles. Em entrevista para jornalistas durante o camping de treinamento da seleção no Rio de Janeiro na última terça (11), o treinador Francisco Porath revelou que 2025 será um ano de testes para novas ginastas mostrarem seu valor. Nomes como Rebeca Andrade, Flávia Saraiva e Jade Barbosa só deverão atuar no segundo semestre e a participação no próximo mundial de ginástica, que terá somente provas individuais geral e por aparelhos em outubro, também será avaliada:

"Sim, a gente tem um planejamento (de levar jovens atletas) para as copas do mundo, mas a gente precisa acompanhar como está a evolução destas meninas. Vamos sentar com os treinadores e avaliar quem tem séries mais competitivas para serem aproveitadas nesta temporada" disse Chico, que disse que o Torneo Di Jesolo em abril será o primeiro torneio do Brasil na temporada

Mentor de Rebeca Andrade desde o início da carreira, Francisco foi questionado sobre o uso da multimedalhista neste ciclo. Rebeca tem mostrado que não esta fazendo muitos planos para a ginástica para o futuro, deixando em aberto sua presença em Los Angeles-2028, mas Chico acredita que pelo menos até o mundial de 2026, quando começa a classificação por equipes para a olimpíada, ela estará competindo:

"A gente planejou isso para ela. Esse ano vai ser mais tranquilo, no outro ano já começa a classificação olímpica, coisa que ela quer participar para poder levar novamente uma equipe inteira para a olimpíada. E ela sabe que contribuição ela pode dar para isso acontecer. Acredito que ela vá para esse mundial para classificar o Brasil e para que todas desfrutem das olimpíadas."

Outro desafio é como motivar uma atleta que já ganhou praticamente tudo na carreira. E Francisco diz que depois de tantos nãos, chegou a hora de dizer sim e deixar ela mais livre na carreira: 

"Acho que a conversa é assim: 'descansa, tenha o seu tempo, faça as suas coisas...' é como sempre falo muitas vezes, que a gente dá muito 'não' pro atleta, então nessa hora a gente tem que dizer 'sim', deixar ela montar a agenda dela, pras viagens que ela quer fazer, a gente tem aqui um CT com muitos profissionais pra elaborar um planejamento voltado para que ela não perca tanta performance, e ela se sentiu à vontade nesse tempo de falar pra gente que ia voltar aos poucos. Então hoje você vê ela entrando no ginásio feliz. Era isso que ela queria, ela não queria voltar para o ginásio com aquela obrigação de de treinar, de fazer todas aquelas sequências, então eu disse: 'vem pra cá'. Primeiro vamos recuperá-la das dores crônicas do dia a dia, que isso também eu acho que chateia muito ela, não ter um corpo que possa aguentar todos esses treinamentos, e vamos treinando devagar. E ela aos poucos tá voltando a se sentir bem"

Rebeca, apesar de ter afirmado de que não vai fazer todas as provas nas competições, vai continuar treinando todos os aparelhos, segundo Chico. "A gente tem um protocolo para todas as ginastas e elas sempre treinam todos os aparelhos. Principalmente o solo é como um auxiliar para salto, onde você melhora a velocidade, a execução das piruetas, então você tá sempre treinando o solo. E a Rebeca tá sempre treinando os quatro aparelhos"

Por Fim, Francisco Porath falou da importância da união das ginastas da seleção, que acabam por uma motivar a outra nestes momentos: "Elas são unidas e tem que estar juntas. Essa é a motivação delas, apesar de algumas terem limitações como o ombro da Flávia, a Rebeca também, mas a gente sabe que elas estão bem motivadas e não precisa de muito para incentivar elas nos exercícios quando estão aqui"


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