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Yane Marques revela que COB não estabelecerá metas de medalhas para Los Angeles 2028

Yane Marques, medalhista olímpica, vice-presidente do COB. - Foto: Rafael Bello/COB

 

Anunciada na semana passada como a chefe da missão brasileira nas próximas Olimpíadas, a medalhista olímpica do pentatlo e nova vice-presidente do COB (Comitê Olímpico do Brasil), Yane Marques, revelou ao podcast Rumo ao Pódio, do GE, que a entidade não vai estabelecer meta de medalhas para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. 


Yane Marques explicou que até Los Angeles deve chefiar delegações brasileiras em outros grandes eventos, como Jogos Sul-Americanos ou Pan-Americanos e a responsabilidade de chefiar uma delegação com mais 250 atletas, além de técnicos e dirigentes nos Estados Unidos daqui a 3 anos e meio,


"A gente não vai falar de números, a gente não vai, vocês não vão ter uma expectativa de números de medalhas, a gente quer X medalhas de ouro, X de prata, X de bronze, Y como total. (Tem que) Entender os potenciais, o que a gente pode mexer aqui pra direcionar a energia pra aquela modalidade, pra aquela disciplina, pra aquela confederação que tem potencial de medalha, de renovação rápida, de talentos já aparecendo pra gente, diamantes já garimpados ali pra gente só lapidar e preparar pros Jogos. A gente sabe que a gente precisa trabalhar a base, a gente precisa de uma base muito sólida, que alimente o esporte de alto rendimento no Brasil." afirmou Yane Marques ao ge.

 

Para os Jogos Olímpicos do Rio 2016, o COB estabeleceu como meta ficar entre os dez primeiros no quadro de medalhas. O país sede acabou na 13ª colocação, batendo recorde de pódios, com sete ouros, seis pratas e seis bronzes, somando 19 medalhas no total. Em seguida, para os Jogos de Tóquio 2020 e Paris 2024, o comitê não estabeleceu uma meta dentro do quadro ou uma quantidade de medalhas, mas afirmou que a missão era manter ou superar os pódios das Olimpíadas anteriores. 


Em Tóquio, o recorde veio, com 21 medalhas no total (sete ouros, seis pratas e oito bronzes, consolidando-se na 12ª posição no quadro. Já em Paris, foram três de ouro, sete de prata e dez de bronze, com 20 no total e a 20ª colocação no quadro.

 

"O que a gente pensa para Los Angeles: acertar muito agora, como a gente vai tratar nessas ações, os planejamentos das confederações, tudo que possa ser feito para a gente chegar lá no máximo que a gente pode. Em número de atletas com potencial de classificações, de pódios, de marcas pessoais. A gente que é atleta, a gente sabe que, às vezes, você não sobe no pódio, mas seu recorde pessoal é importante também, né? Se não for pódio agora, pode ser depois. E a gente não trabalha com imediatismo, a gente trabalha com projetos a longo prazo. A gente sabe que algumas sementes são plantadas agora para que a gente colha bons frutos daqui a dois, daqui a três, daqui a quatro, daqui a oito anos, quem sabe né lá em Brisbane-2032 a gente já tem uma possibilidade de ter coisas mais palpáveis. Mas essa é a realidade que a gente enxerga hoje no Brasil", finalizou Yane Marques ao ge.


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