Animado após o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB-RJ), que decidiu rever a demolição do parque aquático Júlio Delamare, integrante do complexo esportivo do Maracanã, a comunidade do atletismo
se animou com a possibilidade do mesmo ser feito em relação ao estádio
Célio de Barros, também localizado ao lado da arena que receberá os
jogos da Copa do Mundo de 2014. E o presidente da CBAt (Confederação
Brasileira de Atletismo), José Antonio Martins Fernandes, o Toninho,
quer incluir até a influência de entidades internacionais para que tenha
seu desejo atendido.
“Levamos o caso para a Iaaf [Associação das Federações Internacionais de
Atletismo], que já entrou em contato com o governador Cabral. Assim, da
mesma forma que ficamos felizes com a decisão de se rever a demolição
do Julio Delamare, um equipamento muito importante para a natação,
esperamos ter a mesma definição em relação ao Célio de Barros”, disse
Fernandes.
Sergio Cabral afirmou em entrevista coletiva na última segunda-feira, que
refletiu melhor a respeito do processo de demolição do Julio Delamare e
que diante das manifestações em defesa do complexo aquático, ele não
seria demolido, como parte das obras de reforma do Maracanã.
Na última quarta-feira, ao lado do presidente da federação de atletismo do
Rio, Carlos Alberto Lancetta, Toninho se encontrou com Cabral para
definir o futuro do Célio de Barros. “O Rio de Janeiro, por ser a cidade
olímpica, tem que oferecer o melhor equipamento possível. Ou seja, o
Célio de Barros ou algo equivalente. Não queremos perder nenhum
equipamento deste nível às vésperas das Olimpíadas”, explicou o
dirigente.
A situação do atletismo na sede da cidade que receberá os Jogos
Olímpicos de 2016 é alarmante. Sem contar mais com o Célio de Barros,
que virou um canteiro de obras do Maracanã e que deverá receber em seu
terreno lojas de conveniência e estacionamentos, o Rio de Janeiro também
está privado do Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, fechado
desde março por problemas estruturais. O Engenhão recebeu as provas de
atletismo nos Jogos Pan-Americanos de 2007 e será a sede da modalidade
nas Olimpíadas e Paraolimpíadas do Rio.
Ao ser indagado se a comunidade do atletismo nacional espera receber de
Sérgio Cabral o mesmo tratamento dado à natação, Toninho Fernandes
preferiu sair pela tangente. “Não sei os motivos que levaram o governo
do Rio a ter uma posição de maior boa vontade com a o Julio Delamare. Há
muito comprometimento de todos os poderes para que se faça algo pelo
atletismo. A Iaaf já enviou carta para o governador colocando sua
posição, pedindo para que se repense o projeto de demolição”, afirmou.
Nesta luta pela manutenção do Célio de Barros, Toninho Fernandes diz que
conta com o apoio dos próprios organizadores dos Jogos de 2016. Segundo
ele, Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico
Brasileiro) e do Rio 2016, comitê organizador das Olimpíadas, manifestou
apoio total para a sobrevivência do estádio.
“Na última reunião mensal que participei no COB, falei ao Nuzman desta
minha preocupação com o problema do Célio de Barros e sobre o fechamento
do Engenhão. Mas o COB faz interferência dentro do possível, dentro dos
limites da hierarquia. O importante é que contamos com o apoio tanto do
COB quanto do comitê do Rio 2016”, afirmou.
Fonte: iG
1 Comentários
Seria construída uma instalação novíssima e moderna com a destruição do Célio de Barros. Bom, assim como no caso Julio de Lamare, perde-se duas instalações novas e modernas por causa de falta de visão e demagogia barata.
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