O
Comitê Olímpico Nacional (NOC) da Ucrânia enviou uma carta a todos os Comitês
Olímpicos Nacionais (NOC) e Federações Olímpicas Internacionais pedindo que a
suspensão de atletas russos e belarrussos, de competições esportivas
internacionais, seja mantida.
A
carta também afirma que a exploração do COI de um caminho para o retorno de
atletas dos dois países vai contra uma análise legal que conclui que garantir a
segurança de todos os participantes deve ter precedência sobre os direitos destes
atletas competirem. Após o início da invasão da Ucrânia pela Rússia e Belarus
em fevereiro de 2022, o Comitê Olímpico Internacional (COI) emitiu uma
recomendação de que os atletas dos dois países deveriam ser suspensos de
competições internacionais até novo aviso.
O
COI parece estar suavizando sua postura, tendo dito que exploraria um caminho
para o retorno de atletas russos e belarrussos. Tanto o Conselho Olímpico da
Ásia quanto os Fóruns de Atletas da Associação dos Comitês Olímpicos Nacionais
da África apoiaram propostas para que russos e belarrussos retornem às
competições internacionais como neutros.
Na
carta, o NOC da Ucrânia apresentou uma análise jurídica com base na prática do
Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) e do Tribunal Europeu de Direitos Humanos
(TEDH).
"O
interesse dos organizadores de competições esportivas em sua conduta e o
objetivo geral de garantir a segurança de todos os participantes é uma medida
legal, não discriminatória, que tem precedência sobre o direito dos atletas
russos e belarrussos de participar de tais competições", disse o
comunicado do NOC da Ucrânia.
No
mês passado, os relatores especiais da ONU emitiram uma declaração apoiando a
decisão do COI de considerar permitir que atletas russos e belarrussos compitam
como neutros, dizendo que "exortamos o COI a adotar uma decisão nessa
direção e ir além, garantindo a não discriminação de qualquer atleta com base
em sua nacionalidade."
"O
documento dos Relatores Especiais das Nações Unidas (ONU), que serviu de base
para a revisão da posição do COI, não levou em conta ao menos a relevante
prática judicial do CAS e do TEDH, ignorou o caráter não absoluto dos direitos
envolvidos e das circunstâncias resultantes da agressão russa contra a Ucrânia,
portanto, é inaceitável que as conclusões fragmentadas e sem fundamento dos
relatores especiais da ONU sirvam de base para qualquer decisão posterior do
COI", disse o NOC na carta.
A
carta do Comitê Olímpico Nacional da Ucrânia acrescentou ainda que o COI
deveria assumir “responsabilidade pessoal” se decidisse permitir que atletas
russos e belarrussos retornassem ao esporte internacional.
"Caso
o Comitê Executivo do COI decida permitir a participação de atletas russos e belarrussos
em competições internacionais, todos os membros do Comitê Executivo do COI
devem assumir a responsabilidade pessoal por todas as consequências de tal
decisão, incluindo a responsabilidade pela segurança de todos os participantes,
atletas e público, e a restauração da paz global", encerrou a carta.

1 Comentários
A inteligência de qualquer lógica diz que, se a Rússia não puder participar, a Ucrânia também não poderá.
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